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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 137

O jantar foi anunciado com precisão impecável.

Um leve toque de sino ecoou pelo salão anexo, discreto o suficiente para não interromper conversas importantes, mas claro o bastante para que todos entendessem: era hora de mudar de posição no tabuleiro.

Funcionários surgiram quase ao mesmo tempo, abrindo caminhos, puxando cadeiras, guiando os convidados com movimentos silenciosos e treinados. Não havia pressa, tampouco hesitação. Cada pessoa sabia exatamente para onde ir — e isso dizia muito sobre quem estava ali. O salão anexo ao baile foi sendo ocupado aos poucos, como se ninguém quisesse parecer ansioso demais para sentar. Mesas longas, arranjos discretos, talheres alinhados com precisão quase obsessiva.

Rafael caminhava ao lado de Valentina com a mesma postura firme de antes, mas agora o ambiente exigia outro tipo de leitura.

Yamamoto indicou os lugares com naturalidade calculada.

— Montenegro, aqui. — disse, tocando levemente o encosto da cadeira central. — A senhora Montenegro, à direita.

Não era um detalhe pequeno.

Era posição.

Rafael puxou a cadeira para Valentina sem pressa, um gesto simples, preciso. Não performático. Ela agradeceu com um olhar breve antes de se sentar. Nada ensaiado. Tudo correto.

À mesa estavam seis homens e duas mulheres. Todos conhecidos demais para precisarem de apresentações longas. Executivos de fundos soberanos, um representante de um consórcio europeu de tecnologia, um investidor asiático cuja fortuna raramente era comentada em números.

Conversas baixas. Copos sendo servidos. O primeiro prato chegou sem alarde.

— A Montenegro Corp vem sendo citada com frequência em relatórios recentes. — comentou um dos homens, enquanto ajustava o guardanapo. — Especialmente na área de segurança integrada.

Rafael não se apressou em responder. Levou o talher à boca, mastigou com calma, e só então falou:

— Segurança hoje não é mais proteção física. — disse. — É antecipação. Dados, infraestrutura, risco político. Quem entende isso cedo… não corre atrás depois.

Houve um assentir quase imperceptível ao redor da mesa.

— Ambicioso. — comentou outro, sem ironia. — Mas consistente.

Valentina permanecia em silêncio, observando. Não apenas quem falava, mas quem escutava. Quem se inclinava levemente para frente. Quem evitava contato visual. Quem sorria apenas quando Rafael falava — e não antes.

Ela entendia aquele jogo.

O segundo prato foi servido. O vinho, trocado.

— E a senhora Montenegro? — perguntou um dos homens mais velhos, com voz neutra. — Advogada, correto?

Valentina ergueu o olhar com calma.

— Sim.

— Corporativo? — ele insistiu, mais curioso do que provocador.

— Empresarial e estratégico. — respondeu. — Atuei mais nos bastidores do que no contencioso.

— Interessante. — ele comentou. — Normalmente, vemos esposas acompanhando… mas não compreendendo o que acontece aqui.

Valentina sorriu. Não de forma defensiva. Apenas educada.

— Compreender é parte do meu trabalho. — disse. — Mesmo quando não falo.

O homem inclinou a cabeça, reconhecendo.

— Justo.

Rafael não interferiu.

Não precisava.

Aquilo era exatamente o que ele queria: Valentina presente, segura, sem disputar espaço — mas impossível de ignorar.

A conversa voltou-se para números. Projeções. Mercados emergentes. Um comentário atravessado sobre fusões recentes. Rafael respondia com precisão, sem revelar demais, sem parecer evasivo. Cada frase era medida para dizer o suficiente.

Em determinado momento, Yamamoto apoiou os talheres e falou:

— Montenegro será oficialmente apresentado a alguns grupos amanhã. — disse. — Hoje é apenas… uma antecipação.

Um dos homens sorriu de canto.

— Uma antecipação que poucos recebem.

Rafael assentiu uma única vez.

— Estou ciente.

Valentina inclinou-se levemente na direção dele, a voz baixa o bastante para não atravessar a mesa:

— Eles já decidiram observar você de perto. — murmurou. — Não estão mais testando.

Rafael não olhou para ela. Mas respondeu, no mesmo tom:

— E você percebeu rápido.

— É o meu trabalho. — disse, simples.

Um silêncio confortável se instalou por alguns segundos enquanto o prato principal era finalizado. Ao redor, outras mesas mantinham o mesmo tom: conversas baixas, risos contidos, decisões sendo amadurecidas sem assinatura alguma.

Valentina passou os olhos pelo salão uma última vez.

Ali, ninguém competia por atenção.

Ali, quem falava alto perdia espaço.

Rafael pousou a mão brevemente sobre a mesa, perto da dela. Não tocou. Não precisava.

— Depois do jantar, teremos mais alguns cumprimentos. — disse. — E… música.

Valentina ergueu o olhar.

— Música?

O canto da boca dele subiu de leve.

— Sim. — respondeu. — E isso não é opcional.

Ela entendeu antes que ele precisasse explicar.

Sorriu, discreta.

— Então é melhor eu estar preparada.

CAPÍTULO 137 — À MESA DOS QUE DECIDEM 1

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CAPÍTULO 137 — À MESA DOS QUE DECIDEM 3

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