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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 140

Rafael foi o primeiro a se afastar.

Não bruscamente.

Não com medo.

Mas com aquele controle rígido que ele usava quando algo ameaçava ultrapassar um limite que ele mesmo havia traçado anos antes.

Ele encostou a testa na dela por um segundo apenas — o suficiente para recuperar o fôlego, o juízo, o papel que acreditava precisar cumprir.

— Ei… — disse baixo. — Não podemos.

Valentina fez um pequeno som de protesto.

Um quase bico.

Infantil demais para combinar com o vestido, com a noite, com tudo o que ela era.

— Você não gosta de mim, né? — murmurou.

Rafael a olhou com atenção imediata.

Os olhos dela estavam fechados.

O corpo ainda relaxado contra o dele.

A voz… não era de uma mulher estrategista. Era de alguém cansado demais para sustentar defesas.

— Você está delirando. — disse, firme, mas sem dureza.

— Não estou… — respondeu, tranquila demais. — Estou bem com isso.

Ela respirou fundo, como se estivesse organizando pensamentos soltos.

— Você é meu marido, Rafael Montenegro. — continuou. — O homem mais frio e calculista que eu já conheci.

Ele ficou imóvel.

A frase não o atingiu como acusação.

Atingiu como verdade nua.

Valentina abriu os olhos devagar.

E quando o fez, ele estava ali, olhando diretamente para ela. Sem escudo.

— Você sabe o que está falando? — perguntou.

Ela assentiu. Uma vez. Decidida.

Valentina se ajeitou com cuidado, afastando-se um pouco apenas para conseguir se mover. Apoiada no braço dele, levantou-se devagar, como se o elevador ainda estivesse instável — ou como se o mundo estivesse.

Ficou de pé diante dele.

— Você é frio. — disse, apontando levemente para o peito dele. — Chato. Arrogante.

Rafael ergueu o olhar, acompanhando cada palavra.

— Acha que tem o mundo aos seus pés. — continuou. — Rafael Montenegro. O homem que põe medo em todo mundo só de olhar.

Ela deu um meio sorriso.

Não provocador.

Convicto.

Valentina então virou-se de lado e, sem pedir permissão, sentou-se no colo dele.

Rafael prendeu a respiração.

As mãos foram automaticamente para a cintura dela — não para puxar, não para afastar. Para segurar. Instinto puro.

Ela estava perto demais. Quente demais. Real demais.

Valentina apoiou uma mão no peito dele, sentindo o coração firme, acelerado apesar de tudo.

— Mas eu não tenho medo de você. — disse, olhando dentro dos olhos dele.

O silêncio entre eles se adensou.

Não era mais o elevador parado.

Era o tempo.

Rafael engoliu em seco.

— Valentina… — começou.

Ela não deixou.

Inclinou-se e o beijou de novo.

Não foi um beijo desesperado como o primeiro.

Foi mais lento. Mais consciente. Ainda torto, ainda carregado de tudo que não estava resolvido — mas escolhido.

Rafael fechou os olhos por um segundo.

Quando abriu, já era tarde demais para fingir que aquilo não o atravessava.

Ele não a empurrou.

Não a corrigiu.

Não fingiu que não sentia.

CAPÍTULO 140 — O QUE NÃO PODE SER DITO 1

CAPÍTULO 140 — O QUE NÃO PODE SER DITO 2

CAPÍTULO 140 — O QUE NÃO PODE SER DITO 3

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