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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 141

As portas do elevador se abriram no último segundo.

O som metálico ainda ecoava quando Rafael se moveu.

Não perguntou. Não explicou. Apenas passou um braço firme por baixo das pernas de Valentina e a ergueu do chão com precisão silenciosa, como se aquela decisão já estivesse tomada muito antes do elevador parar.

Valentina mal teve tempo de reagir.

— Rafael… — murmurou, surpresa, a mão agarrando instintivamente a lapela do terno dele.

Do lado de fora, Moreira estava parado, pálido demais para quem costumava manter a compostura em qualquer circunstância.

— Senhor… — começou, a voz tensa. — Me perdoe, houve um problema técnico no elevador. Já estamos—

Rafael não diminuiu o passo.

— Cuide de tudo. — disse apenas.

A ordem não veio alta. Veio definitiva.

Moreira assentiu no mesmo instante, o coração ainda disparado, enquanto Rafael atravessava o corredor com Valentina nos braços, o casaco dele envolvendo o corpo dela por inteiro, ocultando-a de qualquer olhar curioso.

Valentina tentou se mexer.

— Rafael… eu consigo andar…

Ele não respondeu.

Não porque não ouviu. Mas porque não ia.

Os passos dele eram firmes, controlados, quase duros demais para alguém que acabara de sair de um elevador parado no meio do nada. O casaco a protegia não só do frio — protegia do mundo.

Quando chegaram à suíte, Rafael abriu a porta com uma mão só.

Entrou. Fechou. Trancou.

O silêncio que caiu ali dentro era diferente de todos os outros.

Era denso.

Rafael só então a colocou no chão, devagar, como se cada centímetro importasse. Mas o afastamento durou pouco.

Valentina o puxou de volta pelo colarinho.

— Você não vai fugir agora. — murmurou, a voz ainda trêmula, mas decidida.

Rafael fechou os olhos por um instante.

— Valentina… — disse baixo, perigoso. — Isso não é—

Ela não deixou terminar.

Beijou-o.

Não como no elevador. Agora havia chão firme. Espaço. Escolha.

Rafael reagiu com um passo para trás, instintivo, até as pernas tocarem a beira da cama. Sentou-se sem perceber — e Valentina veio junto, encaixando-se entre as pernas dele como se aquele fosse o lugar mais óbvio do mundo.

O beijo se aprofundou. Lento. Carregado. Sem pressa.

As mãos dele foram para a cintura dela — não para puxar, ainda — mas para segurar, como quem precisa se certificar de que aquilo é real.

Valentina respirava perto demais. O perfume dela estava misturado ao calor do corpo. O vestido ainda impecável agora parecia fora de contexto naquele quarto silencioso.

Rafael afastou o rosto dela com cuidado, os polegares firmes no maxilar.

— Olha pra mim. — pediu.

Ela olhou.

Os olhos ainda brilhavam. Não havia medo ali. Nem confusão.

— Se cruzarmos essa linha… — ele disse, a voz baixa, controlada à força. — Não tem volta.

Valentina sorriu.

Não provocadora. Não insegura.

Convicta.

A mão dela subiu pelo peito dele, sentindo o coração acelerado sob o tecido caro.

— Então para. — sussurrou. — Agora.

Rafael não se moveu.

O silêncio entre eles ficou espesso, carregado de tudo o que ainda não tinha acontecido — e de tudo o que estava prestes a acontecer.

Valentina o puxou pela gravata, encurtando o espaço que ele tentava manter.

E o beijou de novo.

Mais devagar. Mais consciente.

Como quem sabe exatamente onde está pisando.

CAPÍTULO 141 — ANTES DO LIMITE 1

CAPÍTULO 141 — ANTES DO LIMITE 2

CAPÍTULO 141 — ANTES DO LIMITE 3

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