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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 246

O carro deixou a pequena praça do museu lentamente.

As ruas de Río Gallegos estavam tranquilas naquele início de tarde. Algumas lojas abertas, moradores caminhando sem pressa e o vento constante da Patagônia atravessando a cidade como se fosse dono daquele lugar.

Rafael apoiou o braço na porta do carro enquanto observava a paisagem pela janela.

— Eu ainda estou tentando entender como você conseguiu planejar tudo isso sem que eu descobrisse nada.

Valentina sorriu de lado.

— Isso se chama estratégia.

— Estratégia? — ele virou o rosto para ela. — Eu tenho uma empresa de segurança global, Valentina.

— E mesmo assim não descobriu nada.

Rafael soltou um riso baixo.

— Eu deveria estar preocupado?

— Muito.

O motorista virou uma esquina larga, passando diante de algumas casas antigas de madeira e pequenas cafeterias.

Valentina olhava tudo com atenção.

Como se estivesse tentando guardar cada detalhe daquele dia.

— Próxima parada? — perguntou Rafael.

— A Catedral — respondeu ela.

Ele ergueu uma sobrancelha, mas não comentou.

Poucos minutos depois o carro estacionou diante da igreja.

A construção era simples, mas imponente para uma cidade daquele tamanho. Pedras claras, portas altas de madeira e uma torre estreita que se erguia contra o céu azul da Patagônia.

Valentina desceu primeiro.

O vento frio bateu no rosto dela imediatamente.

Rafael saiu logo depois e fechou o casaco.

— Você está me levando para um retiro espiritual?

Ela riu.

— Não seja dramático.

Entraram.

O interior da igreja era silencioso.

Algumas velas acesas tremiam suavemente com o ar que entrava pelas portas laterais. O cheiro de madeira antiga e incenso criava uma atmosfera calma.

Valentina caminhou devagar pelo corredor central.

Rafael a seguiu.

Ela parou diante de um dos vitrais coloridos. A luz do sol atravessava o vidro e espalhava tons de vermelho e azul pelo chão de pedra.

Por alguns segundos, ela fechou os olhos.

Rafael observava em silêncio.

— Veio rezar? — perguntou ele em voz baixa.

Ela abriu os olhos.

— Talvez agradecer.

— Pelo quê?

Valentina olhou para frente novamente.

— Pelas coisas que ainda podem ser resolvidas.

Rafael não entendeu completamente a frase.

Mas também não perguntou.

Saíram novamente para o vento forte da rua.

Valentina respirou fundo.

— Agora sim vamos para um lugar que você vai achar interessante.

— Finalmente.

— Museu da Guerra das Malvinas.

Rafael inclinou a cabeça.

— Agora estamos falando.

O museu ficava em um prédio pequeno, mas organizado.

Fotografias antigas cobriam as paredes. Uniformes, mapas militares e cartas enviadas por soldados estavam expostos em vitrines de vidro.

Valentina caminhava devagar entre os corredores.

Rafael parou diante de uma fotografia antiga.

Um grupo de soldados jovens, quase adolescentes, posando para a câmera antes de embarcar para a guerra.

Ele ficou em silêncio por alguns segundos.

— Eles eram praticamente crianças.

Valentina assentiu.

— Muitos eram.

Ela se aproximou dele.

— A guerra durou pouco tempo… mas deixou marcas profundas nessa região.

Rafael observava as cartas expostas.

Uma delas estava aberta, protegida por vidro.

Ele leu algumas linhas.

Depois suspirou.

— É estranho como algumas histórias ficam presas em lugares como esse.

Valentina respondeu suavemente:

— Lugares guardam memórias que o resto do mundo prefere esquecer.

Eles permaneceram ali por mais alguns minutos antes de sair novamente para o vento frio.

O motorista abriu a porta do carro.

— Punta Loyola agora?

Valentina assentiu.

— Sim.

A estrada que levava até a costa parecia atravessar um mundo vazio.

Campos abertos se estendiam até o horizonte. A vegetação baixa se movia com o vento constante.

O céu parecia enorme.

Rafael observava em silêncio.

Capítulo 246 —  Antes da Verdade 1

Capítulo 246 —  Antes da Verdade 2

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