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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 329

Valentina não percebeu quanto tempo ficou em silêncio.

Talvez segundos. Talvez minutos. Talvez uma vida inteira comprimida naquele espaço entre uma respiração e outra.

O som do próprio coração ainda batia alto demais, descompassado, enquanto as imagens das pastas anteriores continuavam passando por sua mente como fragmentos desconexos que, agora, começavam a se encaixar de forma cruel.

Clara.

O sequestro.

O áudio.

Os pais.

Enzo.

Sempre Enzo.

Ela ainda estava tentando encontrar um ponto de apoio dentro de si quando Andrade puxou outra pasta.

Mais uma. Mas, diferente das outras, ele não a abriu imediatamente.

Seus dedos permaneceram sobre a capa por um segundo a mais. Como se soubesse.

Como se entendesse que aquilo não era só mais uma peça.

Era estrutura.

— Essa… — disse ele, finalmente — …é a parte que a senhora nunca viu.

Valentina não respondeu. Apenas observou.

Ele abriu a pasta e a empurrou na direção dela.

— Montenegro Corp.

O nome parecia distante.

Quase irrelevante depois de tudo.

Mas não era. Ela abriu.

E, pela primeira vez desde que chegou ali… não encontrou sangue.

Encontrou números. Relatórios. Datas.

Contratos.

E, no meio de tudo isso…

Rafael.

Assinaturas. Projetos. Planos. Expansões.

Valentina franziu levemente a testa, passando a primeira página.

Depois a segunda. Depois a terceira.

— Ao longo desses dez anos… — começou Andrade, apoiando-se na mesa com calma — o senhor Enzo desenvolveu uma revolta profunda contra o avô.

Ela ergueu os olhos, mas não disse nada.

— A senhora sabe que eles têm apenas cinco anos de diferença. Mas, desde cedo… o velho Montenegro escolheu quem ele queria moldar.

Valentina voltou o olhar para os documentos.

— Rafael.

— Exatamente.

Andrade assentiu.

— O senhor Rafael foi preparado desde jovem para assumir a presidência da empresa. Disciplina, estratégia, visão… tudo foi direcionado para isso. Mas o senhor Augusto Montenegro… pai dele… nunca aceitou completamente essa escolha.

Valentina passou a língua pelos lábios secos.

— Então… havia conflito dentro da própria família.

— Sempre houve — respondeu Andrade. — O senhor Augusto tentava equilibrar as forças. Enzo, acreditava ter direito natural à liderança. Mas não tinha controle. Não tinha visão. E, principalmente… não tinha limite.

Valentina voltou a olhar para os papéis.

E começou a enxergar.

Não como leitura. Mas como reconstrução.

— Ele comprava membros do conselho — continuou Andrade. — Tentava manipular decisões internas… e, muitas vezes, tentou comprar o próprio Rafael.

Os dedos dela pararam sobre uma página.

Um relatório antigo. Uma tentativa de aquisição barrada.

— E quando não conseguia… — Andrade seguiu, a voz estável — …ele sabotava. Contratos importantes deixavam de ser fechados. Clientes estratégicos eram desviados. Projetos eram interrompidos.

Valentina sentiu algo se mover dentro do peito.

Não era mais choque.

Era compreensão.

— Mesmo tendo o nome Montenegro… — Andrade acrescentou — ele agia contra a própria empresa. A ganância dele sempre esteve acima de qualquer legado.

Valentina virou mais uma página.

E então mais uma. E mais outra.

Gráficos. Crescimento. Oscilações. Recuperações.

E, em todas elas… Um padrão.

Quando algo caía…Alguém levantava.

Rafael. Sempre ele.

Ela se inclinou levemente sobre a mesa, os olhos correndo mais rápido agora.

Contratos internacionais. Expansão de mercado.

Reestruturação interna. Setores inteiros recuperados.

— Ele… fez isso sozinho? — a pergunta saiu baixa, quase incrédula.

Andrade não hesitou.

— Praticamente.

O silêncio voltou.

Mas dessa vez, não era vazio.

Era pesado de significado.

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