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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 347

O motorista, até então silencioso, endireitou um pouco mais a postura e lançou um olhar pelo retrovisor que demorou além do necessário. Tornou a olhar para frente, mas poucos segundos depois repetiu o movimento, dessa vez mais atento, mais tenso.

Valentina percebeu a mudança.

— Algum problema?

Ele hesitou, não o suficiente para esconder, mas o bastante para confirmar que havia algo errado.

— Senhora… coloque o cinto e se segure.

O coração dela deu um golpe seco dentro do peito.

— O que houve?

Os olhos dele voltaram ao retrovisor, agora sem disfarce.

— Estamos sendo seguidos.

Valentina virou o rosto imediatamente para trás e viu. A poucos carros de distância, uma van preta vinha colada ao fluxo como quem tentava parecer apenas mais um veículo na rua, mas havia tempo demais naquela insistência, proximidade demais naquela perseguição silenciosa.

O sangue dela gelou.

A mão desceu automaticamente para a barriga.

— Tem certeza?

— Tenho.

A resposta veio curta, precisa, profissional.

O carro acelerou.

A mudança foi brusca o suficiente para fazê-la pender no banco, o corpo reagindo antes da mente acompanhar. A van respondeu no mesmo instante, avançando entre dois carros, ignorando completamente qualquer regra de trânsito.

— Droga… — o motorista murmurou, já mudando de faixa com rapidez.

Valentina apertou o cinto.

— Meu Deus…

Ele virou numa rua lateral sem aviso. O carro inclinou forte, os pneus cantando alto no asfalto, e a cidade deixou de ser paisagem para virar um campo de fuga. Prédios passaram em borrões, pessoas recuaram assustadas nas calçadas, um ciclista quase foi atingido ao saltar para o lado no último segundo.

A van não só continuava — ela encurtava a distância.

— Eles não vão parar… — disse o motorista, agora mais tenso.

Outra curva veio, mais fechada, mais perigosa, levando o carro para uma rua estreita demais para aquela velocidade. Um veículo no sentido contrário buzinou desesperado ao ter que jogar o volante para o lado.

Valentina já não respirava direito. A mão pressionava a barriga com força, como se pudesse proteger o bebê com o próprio corpo.

— Fica comigo… — murmurou, quase sem voz.

O primeiro tiro veio logo depois.

Alto. Seco. Real demais.

O segundo atingiu o vidro traseiro, espalhando rachaduras que se abriram como uma teia prestes a ceder. Valentina se abaixou imediatamente, protegendo o ventre com os braços.

— Abaixada! — o motorista gritou.

Ela obedeceu sem pensar. O corpo inteiro curvado, a respiração falhando, o medo deixando de ser emoção para virar instinto bruto, urgente, absoluto.

Mais tiros vieram. O som parecia atravessar o carro.

— Merda!

O motorista virou o volante com força, entrando em uma avenida maior. Por um breve segundo, pareceu que conseguiriam ganhar distância, como se o espaço aberto fosse finalmente dar vantagem.

Mas foi só por um segundo.

A van surgiu novamente, avançando sinal vermelho sem hesitar, maior, mais próxima, mais agressiva.

E então veio o impacto.

A lateral do carro foi atingida de raspão, o suficiente para desestabilizar completamente a direção. O volante puxou com violência. O carro perdeu o eixo.

— Segura! — ele gritou.

Valentina já estava segurando, mas o mundo não.

O pneu dianteiro estourou no mesmo instante, e o carro rodou. Uma vez. Duas. O asfalto, o céu, os prédios — tudo se misturou num giro descontrolado. O som virou um estrondo contínuo de metal, vidro e fricção, enquanto o cinto pressionava o corpo dela com brutalidade, mantendo-a presa no banco enquanto tudo ao redor parecia desabar.

Quando parou, foi com um tranco seco.

O carro ficou inclinado, metade sobre a calçada, metade ainda na rua. O cheiro de borracha queimada e combustível começou a invadir o ar, pesado, sufocante.

Por um instante, houve silêncio.

Curto. Irreal.

Então vieram os gritos.

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