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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 102

"Isabella"

— Mas a sua irmã vai ficar aqui até quando? — Augusto perguntou quando comentei sobre a crise de Karen e os planos para ela ficar mais um pouco, até as coisas se ajeitarem.

— Não seja tão frio. Ela está passando por um momento delicado e não é bom ficar sozinha em casa. Vou com ela na próxima consulta e vou conversar com o médico, talvez ela precise de medicação. Além do mais, não confio nessa história de que o Carlos aceitou tudo numa boa. Tem alguma coisa errada nisso.

— Quem sabe ele não percebeu que ela não está sozinha? Com você ao lado, a Karen tem chances de brigar, e ele não pode ameaçar do jeito que bem entende.

— Pode ser… mas ainda acho que ele é capaz de fazer alguma coisa.

Ele não respondeu. Continuou fazendo abdominais. Fazia tempo que eu não o acompanhava na rotina das cinco da manhã. Era impossível não olhar para ele, suado, sem camisa, cada músculo em evidência. Desde que tínhamos feito as pazes, o clima entre nós era puro fogo, fruto talvez de uma lua de mel adiada.

— Você realmente saiu da empresa? — perguntei. Eu ainda não conseguia acreditar na história toda, principalmente no fato de ele desistir de tudo.

— Saí. Não volto mais. A equipe vai aguentar até meu substituto chegar. Meu pai contratou um nome conhecido, para acalmar o conselho. Alguém que sabe o que faz e vai resolver todos os problemas — Ele respirou fundo, olhando diretamente para mim. — E para de me olhar assim, Isabella, ou vamos acabar dando um espetáculo diante das câmeras.

Dei um sorrisinho e isso bastou para perder o controle. Ele levantou num impulso, me pegou pela cintura e me beijou com força, com uma intensidade quase punitiva. Me agarrei a ele sem vergonha nenhuma, quase me esfregando no corpo dele.

Tínhamos muita coisa para conversar, mas por enquanto eu preferia deixar de lado. Eu só queria, por um instante, ter um relacionamento normal, como um casal recém-casado.

— Melhor a gente subir — cochichei contra a boca dele — antes que eu cometa um crime diante das câmeras.

Uma hora depois, de banho tomado e satisfeitos, avisei que iria à empresa do meu pai. Estava na hora de colocar as coisas em ordem.

— Quer vir comigo? Ainda não tive tempo de ver tudo com calma…

Eu queria que ele conhecesse de verdade aquele lugar. Agora, sem o Carlos, eu podia mostrar minha história ali ao lado do meu pai. Tinha tantas lembranças que queria compartilhar com o Augusto.

Antes de sair conferi se Karen ainda estava no quarto, ela me recebeu mais tranquila, e como a babá chegaria em minutos me garantiu que estava bem e que ligaria caso precisasse de alguma coisa.

Quando chegamos ao escritório, o impacto foi imediato, luzes apagadas, poeira acumulada, cheiro de abandono. Carlos tinha largado tudo sem olhar para trás.

Daniela apareceu logo em seguida. Nem ela estava indo mais ao escritório, já que não havia clientes, ela fazia o trabalho de forma remota, e só estava lá ainda porque que pagava o salário.

— Você precisava ter visto isso no auge — eu disse. — Meu pai ficaria arrasado se visse o estado atual.

— Você ainda acha que dá para recuperar? É um belo espaço — Augusto analisava o lugar.

— Não sei, mas é mesmo um espaço ótimo. Posso tentar unir essa empresa com a do Ícaro. Ele poderia trazer o escritório para cá em vez de trabalhar na garagem.

— Pelo menos vocês não vão mais trabalhar colados um no outro — ele comentou, tentando soar natural.

Ainda havia uma pontada de ciúmes. Por um instante pensei no que ele diria se soubesse que Ícaro não estava interessado em mim, e sim na Diana.

Capítulo 102. Como fui ingênua 1

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