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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 103

"Isabella"

Augusto começou a fazer ligações, acionando advogados e pedindo orientações. Meu primeiro impulso, porém, era ir atrás do Carlos. O ódio era tão grande que chegava a me deixar tonta.

Karen tinha dito, antes de sumir, que eu deveria esquecer aquela história, que Carlos era perigoso.

Será que ela sabia o que ele estava planejando?

Senti vergonha de mim mesma. Vergonha por ser tão ingênua, incapaz de prever o que Carlos faria

Tudo na minha vida parecia um poço de mentiras, qualquer um me enganava com facilidade absurda.

Mas agora eu precisava destruir o Carlos de verdade e não seria como da outra vez. Eu não deixaria ele me fazer de idiota de novo. Nunca mais.

— Isabella? Olha pra mim. Respira. — Augusto falava comigo, mas eu mal conseguia focar. — Nós vamos dar um jeito nisso. Não se preocupa.

Como eu não me preocuparia? A situação era tão grave que eu podia ser presa.

— Eu preciso falar com a Karen. Não… na verdade, primeiro preciso falar com o Ícaro. Ele precisa saber que o meu nome foi pro lixo. Eu posso acabar prejudicando a Dois Irmãos…

— Nós vamos falar com ele — Augusto garantiu, segurando meu rosto e olhando nos meus olhos — Mas preciso que fique calma agora, não vai adiantar fazer nada impulsivo no momento, vamos pensar com calma.

Eu realmente não tinha levado nada de bom para o Ícaro, tinha trazido a Diana para a vida dele, e agora isso…

Augusto tentava me acalmar, mas eu me sentia zonza, raivosa, com vontade de correr até o Carlos e cometer um crime, dessa vez um que fosse minha culpa de verdade.

— Ele não vai fazer isso de novo comigo. Ele precisa pagar. Não é possível que não exista rastro de envolvimento dele, que ele faça tudo no nome dos outros sem se sujar. Tem que ter alguma coisa. O Carlos não é um supergênio do crime.

— Nós vamos encontrar. Ele não vai se safar disso — disse Augusto, convicto.

Mas eu não acreditava naquela convicção toda. Até agora o dossiê que ele havia feito do Carlos era quase todo especulação. Se não tínhamos encontrado nada sólido antes… por que encontraríamos agora?

— Amor, preciso que você fique calma — Augusto pediu, me olhando com carinho.

No nosso acordo eu teria vingança… mas até o momento eu só tinha trazido problemas, alguns que ele nem imaginava.

— Eu estou tentando. Precisamos falar com o Ícaro. Eu vou lá agora — falei, pegando minha bolsa.

— Calma. Nós vamos juntos. Antes precisamos resolver as coisas aqui.

Os advogados que Augusto acionou pediram tudo que tínhamos para começar a análise. Eu queria fugir dali, mas acabei ficando horas ajudando Daniela a organizar documentos, pastas, contratos… ao mesmo tempo em que ela preparava o próprio desligamento.

Tudo que meu pai tinha construído tinha ido pelo ralo. Não existia mais nada para lutar ou salvar.

Só restava me salvar.

No fim da tarde, Augusto me levou até o Ícaro. Só percebi meu erro quando estávamos chegando e, se a Diana estivesse ali… eu estava ferrada, quase pedi para o motorista voltar, mas não havia desculpa boa o suficiente e Augusto desconfiaria de alguma coisa.

Por sorte, apenas Ícaro e Sandra estavam no escritório. Ele estava concentrado em alguma coisa quando ergueu os olhos.

— Isabella, pensei que você não vinha hoje — ele disse, me encarando com seriedade. Provavelmente achou que eu estava ali por causa de Diana.

— É outro problema — respondi, tentando manter a calma.

E contei tudo o que estava acontecendo.

Percebi que Ícaro ficou aliviado ao saber que se tratava de um problema meu, e não de algo envolvendo Diana, o que só me fez pensar em como ele reagiria se soubesse que a mulher tinha puxado o tapete do próprio irmão?

Capítulo 103. Conflitos 1

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