"Augusto"
O jantar foi apenas uma desculpa. Assim que os pratos foram recolhidos, meu pai me chamou para a sala de estar, até imaginava o rumo que a conversa tomaria, provavelmente brigaria por causa da minha associação com Marcelo.
— Augusto, vamos falar como adultos — começou, tinha despachado Oliver, que foi embora de cara virada, por não participar da conversa — Você pode voltar para o seu cargo. E terá seu lugar no conselho garantido, ao lado do César. Mas, para isso, você precisa ter bom senso, acabar com esse casamento com essa mulher imediatamente.
— Não. Obrigado pelo convite, não imaginava que faria ele tão cedo, mas não. — Minha resposta saiu antes mesmo de eu pensar. Isabella tinha certeza que eu a trocaria por um cargo, e quando ela perguntou não respondi do jeito que queria, a verdade era que queria o cargo e queria Isabella também.
Meu pai respirou fundo e deu um sorriso, sabia que ele estava se segurando.
— Vamos ser sinceros, Augusto. Esse casamento é uma fachada ridícula. Não faz sentido continuar. Você deveria ter escolhido melhor, ao invés de trazer essa mulher para a nossa família, por causa dela sua irmã se envolveu com um cara qualquer quase colocando tudo a perder.
— Engraçado. Achei que a pessoa que devia ter aprendido a escolher melhor era você… já que criou uma filha capaz de armar para destruir o próprio irmão, na verdade estava até torcendo pelo relacionamento de Diana com o Icaro.
O rosto dele ficou vermelho de raiva.
— Em breve, a empresa estará no mercado internacional! Será mencionada no mundo inteiro! — ele explodiu. — Eu não vou permitir que fofocas sobre nossa familia se espalhem por ai.
— O que a minha mulher tem a ver com isso? — dei um passo à frente. — Quem prejudicou a empresa foi a Diana, não a Isabella. Quem me fez virar piada nos corredores foi a sua filha, não a minha esposa.
Ele me encarou com ódio.
— Não seja teimoso. Sua mulher tem uma irmã pilantra que se enfiou na sua cama. Um ex-marido que roubou tudo e quase colocou ela na cadeia. Trouxe um pedreiro para se envolver com a sua irmã, colocando em risco o casamento. E não pense que eu não sei que o César vive enfiado naquela balada por causa da prima dela! — Ele bateu com força no braço da poltrona. — Eu exijo que você acabe com esse casamento!
— Você pode exigir o que quiser. Eu não sou mais o idiota que você mandava calar a boca — falei, firme. — Eu já saí da empresa. Você não manda na minha vida, pai, esse tempo já passou.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido