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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 118

"Augusto"

O jantar foi apenas uma desculpa. Assim que os pratos foram recolhidos, meu pai me chamou para a sala de estar, até imaginava o rumo que a conversa tomaria, provavelmente brigaria por causa da minha associação com Marcelo.

— Augusto, vamos falar como adultos — começou, tinha despachado Oliver, que foi embora de cara virada, por não participar da conversa — Você pode voltar para o seu cargo. E terá seu lugar no conselho garantido, ao lado do César. Mas, para isso, você precisa ter bom senso, acabar com esse casamento com essa mulher imediatamente.

— Não. Obrigado pelo convite, não imaginava que faria ele tão cedo, mas não. — Minha resposta saiu antes mesmo de eu pensar. Isabella tinha certeza que eu a trocaria por um cargo, e quando ela perguntou não respondi do jeito que queria, a verdade era que queria o cargo e queria Isabella também.

Meu pai respirou fundo e deu um sorriso, sabia que ele estava se segurando.

— Vamos ser sinceros, Augusto. Esse casamento é uma fachada ridícula. Não faz sentido continuar. Você deveria ter escolhido melhor, ao invés de trazer essa mulher para a nossa família, por causa dela sua irmã se envolveu com um cara qualquer quase colocando tudo a perder.

— Engraçado. Achei que a pessoa que devia ter aprendido a escolher melhor era você… já que criou uma filha capaz de armar para destruir o próprio irmão, na verdade estava até torcendo pelo relacionamento de Diana com o Icaro.

O rosto dele ficou vermelho de raiva.

— Em breve, a empresa estará no mercado internacional! Será mencionada no mundo inteiro! — ele explodiu. — Eu não vou permitir que fofocas sobre nossa familia se espalhem por ai.

— O que a minha mulher tem a ver com isso? — dei um passo à frente. — Quem prejudicou a empresa foi a Diana, não a Isabella. Quem me fez virar piada nos corredores foi a sua filha, não a minha esposa.

Ele me encarou com ódio.

— Não seja teimoso. Sua mulher tem uma irmã pilantra que se enfiou na sua cama. Um ex-marido que roubou tudo e quase colocou ela na cadeia. Trouxe um pedreiro para se envolver com a sua irmã, colocando em risco o casamento. E não pense que eu não sei que o César vive enfiado naquela balada por causa da prima dela! — Ele bateu com força no braço da poltrona. — Eu exijo que você acabe com esse casamento!

— Você pode exigir o que quiser. Eu não sou mais o idiota que você mandava calar a boca — falei, firme. — Eu já saí da empresa. Você não manda na minha vida, pai, esse tempo já passou.

— O amor acaba, mulher você arruma outra, pode até manter ela como amante escondida, desde que esse casamento acabe. Estou falando sério, Augusto… — ele disse, mais baixo, mas ainda ameaçador. — Esse casamento tem que acabar.

Olhei para o meu pai com nojo, claro que eu não valia nada, mas não teria coragem de fazer o que ele tinha feito com a minha mãe, que mal tinha esfriado no caixão e ele trouxe outra mulher para dentro de casa já grávida.

— O senhor não está entendendo. — Me aproximei mais, invadindo o espaço dele. — O meu casamento só acaba se eu quiser. E eu não quero. E se alguém aqui insistir em tentar destruí-lo… aí sim teremos um problema.

— Espero que saiba o que está fazendo. — Meu pai saiu da sala, me deixando sozinho.

Pensei em Isabella. Tudo o que eu tinha dito não era apenas oposição, orgulho ou teimosia. Eu simplesmente não queria acabar com o meu casamento. Ela já fazia parte da minha vida de um jeito que eu não sabia mais desfazer. Não conseguia imaginar voltar para casa e não encontrá-la na cozinha, ou dormindo no sofá porque eu cheguei tarde demais, ou reclamando de ter acordar às cinco da manhã.

Tínhamos problemas — muitos deles externos — mas nenhum deles me fazia querer desistir. A verdade era que eu a queria na minha vida. E agora precisava protegê-la do meu pai.

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