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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 306

"Camila"

Só quando cheguei ao hospital pude ver o tamanho do estrago. Júlia não tinha acertado apenas uma facada no meu braço, mas três golpes ao todo: um no braço, um na costela e outro na lateral esquerda da barriga. Esse último tinha sido o mais profundo — o único que realmente chegou perto de ser grave.

Eu tive sorte, muita sorte e sabia bem disso.

Mas, sentada na cama do hospital, cheia de pontos, dolorida até no nariz — que não tinha quebrado, mas ainda estava inchado —, depois de um banho tomado com a cabeça finalmente esfriando, tudo o que eu conseguia sentir era o anticlímax.

Nicole estava em algum lugar daquele hospital lutando pela vida. E, pela última vez que eu a tinha visto, eu sabia que a situação era grave.

Minha cabeça latejava quando César entrou no quarto. E, naquele instante, eu soube que devia uma explicação, na verdade mais que uma simples explicação.

— E a Nicole...? — minha voz saiu falha. — Conseguiu saber como ela está?

— Ela ainda está em cirurgia. O caso é grave, mas estão fazendo de tudo.

César não precisou dizer mais nada. Estava estampado na cara dele, Nicole talvez não sobrevivesse e a culpa caiu sobre mim, pesada, densa como concreto.

— Os advogados vêm amanhã falar com você, consegui segurar a policia, pelo menos por essa noite.

— Advogados?

— Você vai precisar dar depoimento sobre o que aconteceu e prefiro que esteja acompanhada de um advogado.

Para me defender, caso eu seja considerada culpada. Resumindo.

César me acompanhou no hospital, cuidou de mim, ficou ao meu lado o tempo inteiro, sem fazer uma pergunta. Mas agora eu precisava explicar tudo.

— Foi minha culpa.

As palavras saíram rápido demais. Eu precisava arrancar aquilo de dentro de mim.

César tinha aparecido naquela ponte, mas eu ainda não fazia ideia de como ele tinha descoberto onde eu estava. E, mesmo assim, ele ainda não tinha perguntado por que eu estava no meio do nada, com Júlia morta e Nicole baleada.

— A Nicole quase morreu por minha causa! — minha voz aumentou. — Foi tudo culpa minha. Eu queria pegar a Júlia. Eu não conseguia nem olhar para a minha mão sem lembrar que ela esteve lá, cada sombra na Lush me lembrava que ela podia estar em qualquer lugar! Eu sabia que ela faria alguma coisa no dia do nosso casamento. Não conseguia mais viver olhando por cima do ombro, eu precisava me antecipar.

Senti os pontos na barriga puxando, doendo, precisei respirar fundo.

A barba malfeita, os olhos vermelhos, a camisa amassada… e a expressão preocupada. César permaneceu em silêncio, esperando eu continuar. E, conforme eu explicava o plano, Viktor, a armadilha… via a expressão dele ficar cada vez mais incrédula.

— Viktor? — ele repetiu devagar. — Você se aliou ao Viktor?

— Foi ele quem ajudou a montar o plano, ele também queria encontrar a Júlia, ela tentou matá-lo. Eu precisava encontrar a Júlia — Repeti, ele precisava entender.

Mas César ficou imóvel, literalmente imóvel e aquilo era pior do que gritos.

— Você foi atrás do Viktor? Resolveu confiar num criminoso?

— Eu não confiava nele!

— Então isso é ainda pior! — César falou alto, nervoso.

As lágrimas começaram a escorrer sem controle. Ele andou de um lado para o outro, sem falar nada.

— Fala alguma coisa… — pedi.

Ele respirou fundo antes de responder.

— Foi a Nicole quem ligou. Na verdade, mandou uma mensagem. Você desapareceu. Sumiu por horas. Armou tudo isso pelas minhas costas e foi sozinha encontrar uma mulher armada, completamente instável. Eu não sei nem o que dizer, Camila… Você podia ter morrido.

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