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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 62

Ir ao aniversário de Diana era um compromisso que eu dispensaria com facilidade, ainda mais porque meu casamento estava chegando e ainda havia muita coisa para organizar, além do nervosismo que eu precisava administrar.

Mas Augusto disse que não podíamos faltar, e agora eu estava ali, no meio daquela festa enorme e caríssima, de mãos dadas com ele, com um sorriso no rosto fingindo alegria.

— Vocês viram que incrível? — falou Diana ao nos ver.

— Não precisa fingir tanto — disse Augusto, cumprimentando a irmã.

— Não é fingimento. Hoje é meu aniversário, e, por um momento, vamos fingir que somos uma família feliz. Você viu que o César trouxe uma acompanhante? É uma moça mais nova, toda estilosa, tatuada, linda! Dá pra imaginar a cara da mamãe? Achei que teria um colapso. Acho que, depois do seu casamento e de me venderem para o Oliver, o César deve estar sendo leiloado por aí.

Diana parecia ligeiramente bêbada. Tinha um copo na mão e usava um vestido fúcsia longo, com uma fenda ousadíssima. Estava deslumbrante, o batom vermelho só realçava ainda mais sua beleza, uma pena que era aprendiz de vilã.

— Olha ele ali — disse, apontando para o meio da multidão.

Meu queixo caiu, ao lado de César estava minha prima, Camila.

Camila, que eu achava que só tinha visto César no hospital, vinha caminhando ao lado dele em nossa direção. Vestia um vestido preto discreto, e mesmo assim conseguia parecer elegante e descolada entre aquele povo.

— Oi, prima — disse ela, com um sorriso sem graça, como se tivesse sido pega no flagra.

Olhei de César para ela, tentando entender o que estava acontecendo ali.

— Vocês são primas? — perguntou Diana, incrédula. — Nossa, isso vai ser interessante.

— Somos só amigos — respondeu César, desviando o olhar. Eu podia perceber que, por ele, seriam mais que amigos, mas provavelmente era a minha prima quem barrava qualquer avanço.

— Relaxa, não vai acontecer um casamento duplo nem nada do tipo — disse Camila, rindo da situação. Eu conhecia bem minha prima, ela tinha aceitado o convite só pelo divertimento.

Eu estava tão concentrada naquela cena inusitada que nem percebi quando um homem alto e loiro se aproximou.

— Olha só, a família reunida — disse ele, com um sorriso estranho, ensaiado. Chegou abraçando Diana, que, desconfortável, tentou se desvencilhar. — Quem diria que eu me tornaria seu cunhado?

Ele falou olhando para Augusto, que o encarou de forma tensa e ameaçadora. Dava para deduzir que aquele era Oliver, o futuro noivo de Diana segundo minha sogra.

Fiquei ao lado de Camila, observando a tensão crescente. Augusto e César pareciam prontos para avançar sobre o cara.

— Que eu saiba, você não é nada meu — disse Augusto.

— Como assim? A Di não te contou? Vamos nos casar — respondeu Oliver, provocador. — Você, melhor do que ninguém, sabe como é o amor, não é?

— Que casamento? Está louco? — reagiu Diana, furiosa.

— Vamos também, deixa que eles se acertam — disse Camila, pegando minha mão. Fomos nos afastando. A festa era grande, fácil se perder no meio de tanta gente.

— Meu Deus, que lixo era aquele? — comentou ela. — Ele vai mesmo casar com a Diana? Essa festa é mais movimentada do que eu imaginei.

— Meu Deus, você! O que está fazendo aqui? Desde quando conhece o César tão bem? Vocês pareciam íntimos, e ele te olhava babando!

— Calma, uma pergunta de cada vez. Ele me procurou na Lush depois que se recuperou do tiro. Precisava conversar com alguém, e começou a ir lá com frequência. Viramos amigos, só isso, eu juro — disse Camila.

— Mas você gosta dele. Não adianta negar, eu te conheço desde criança. E ele parece gostar de você também. Então, o que te impede?

— Eu sou bartender, minha vida é bem diferente disso aqui e eu gosto assim, e o César... é perfeito, legal, respeitoso, bom ouvinte, bem humorado, me apoia. Mas é também um herdeiro, futuro presidente. A amizade é tudo o que nos resta, não há futuro entre nós, eu sei disso. Ele sabe. Então está tudo ótimo.

Não estava nada ótimo. Não insisti, porque sabia que ela não queria falar sobre isso, mas fiquei triste. Eles seriam um lindo casal, e eu entendia bem o que ela queria dizer.

— Mas é triste — Falei.

— Claro que é triste, mas é a vida.

De longe vi que Augusto e César conversavam com o pai, Oliver já tinha sido levado e Diana em um lado contrário usava os convidados com escudo para ninguém chegar perto.

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