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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 70

Tirar o sapato foi um alívio — eu nem sabia como ainda conseguia andar. A festa finalmente tinha acabado e, dentro do carro, me permiti relaxar um pouco. Estávamos a caminho de casa, garanti que ele poderia fazer o que quisesse com o vestido, desde que fossemos para a casa primeiro, eu precisava de um banho e dormir um pouco para aguentar uma viagem de avião.

— Espero não ter que encontrar a Aline de novo na minha frente — Augusto falou, pegando meu pé dolorido e fazendo uma massagem. Eu já estava praticamente deitada no banco do carro.

— Espero que tenha ido presa.

— Não foi infelizmente.

— Como é? Ela me agrediu e era capaz de me matar, como não foi presa? — Como aquela infeliz tinha escapado da cadeia ?

— Eu sei. Também queria que fosse presa, mas a família conhece a minha avó. Apelaram. Pelo que fiquei sabendo, levaram ela para longe. Dessa vez garantiram que não volta mais ao país.

— Ainda acho um absurdo — resmunguei. O jeito que eles resolviam algumas coisas era irritante.

— Sabe, ficar nessa posição não ajuda — Augusto me encarava com olhar de predador. Eu estava quase totalmente deitada, a fenda do meu vestido aberta, provavelmente dando a ele visão da minha calcinha minúscula de renda. O decote também estava quase escancarado.

— Controle-se, estamos quase chegando — dei um chutinho fraco nele. Augusto agarrou minha perna, beijando minha canela, lançando arrepios pelo meu corpo. Sorte que o motorista estava concentrado na estrada e não podia ver o que estava acontecendo no banco de trás, porém ele ainda podia ouvir.

Ele passou a massagear a parte interna da minha coxa, me deixando sem ar e morrendo de vergonha do gemido que soltei, meu marido não tinha vergonha nenhuma na cara.

Sabia que facilmente perderia a linha quando estava nas mãos dele, e já estava por um fio quando meu celular começou a vibrar na bolsinha. Ignorei, mas a pessoa insistia.

— Deve ser algo importante — falei, tentando pegar a bolsa.

— Nada é mais importante — ele disse, apertando ainda mais a minha coxa.

Era Camila. Por que minha prima estaria me ligando? Só podia ser urgente. Já três ligações perdidas e ela insistia de novo.

— Camila?

— Isa, eu sei que não é o momento, mas não tinha como não ligar. É urgente — a voz dela estava nervosa. — Ficamos sabendo agora… A Karen sumiu. Já faz dois dias. Desapareceu com o filho, mas só registraram o boletim de ocorrência ontem.

Sentei no banco, me ajeitando, sentindo um arrepio gelado no corpo.

— Explica isso direito. Ela sumiu com o filho? E o Carlos também sumiu? Eles podem ter fugido juntos.

— Foi ele quem registrou o desaparecimento. O Carlos ainda está na casa. A irmã dele veio aqui. Parece que faz dois dias que ela sumiu, mas só registraram ontem. A mulher não quis dar detalhes. Disse apenas que a Karen sumiu, não disse como ou onde, perguntou se a gente sabia de alguma coisa.

O coração disparou. O medo se espalhava. Era a mesma sensação que senti quando a polícia ligou para falar do acidente dos meus pais. Karen tinha me traído, me roubado, mas ainda era minha irmã. E estava com o meu sobrinho, um bebê que não tinha culpa de nada.

A culpa me atravessou como uma faca. Eu deveria ter tirado ela daquela casa mais rápido. Em vez disso, o casamento tinha consumido meu tempo, e eu simplesmente deixei pra lá, achava que tinha tempo para conversar com ela de novo.

— Obrigada por avisar. Vou tentar descobrir o que está acontecendo.

Augusto, depois de ouvir tudo, disse que avisaria o advogado e o John, o chefe de segurança. Ele tinha contatos em delegacias e poderia descobrir algo mais rápido.

O clima acabou. Quando chegamos em casa, tirei o vestido, tomei banho, enquanto Augusto fazia ligações explicando o que estava acontecendo. Minha cabeça girava com os piores cenários. Não conseguiria dormir em paz, sem pelo menos ter algumas respostas.

Capítulo 70. O sumiço da irmã 1

Capítulo 70. O sumiço da irmã 2

Capítulo 70. O sumiço da irmã 3

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