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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 98

"Isabella"

Sentada no chão da lavanderia, com a Pipoca ao meu lado e o gato no meu colo, eu tentava entender o que fazer, qual seria a melhor saída. Saber que Karen tinha aprontado aquilo na festa — com um homem que ela nem conhecia, e que ainda por cima era casado — tinha tirado o pouco de sono que eu já tinha. Minha saúde mental andava na corda bamba e, para piorar, eu havia recebido mais uma mensagem insinuando que Augusto me traía no escritório. E o que eu fiz? Fui correndo para lá, feito uma louca ciumenta… apenas para descobrir que a Karen estava lá.

Meu primeiro instinto foi pegar minha irmã pelos cabelos e expulsá-la da sala dele, mas tudo isso se dissolveu quando ela mencionou a possível doença. Confusão. Essa era a palavra que definia minha vida no momento, um amontoado de confusão. E, além disso, eu ainda precisava ir até a empreiteira do Ícaro, precisava voltar para a empresa que era do meu pai… Eu tinha abandonado tudo.

Talvez fosse isso que eu estava precisando, um senso de normalidade.

No dia seguinte, bem cedo, me arrumei e saí para visitar Ícaro, me atualizar sobre o que estava acontecendo e informá-lo sobre a empresa. Eu podia juntar as duas, ver com ele a possibilidade de transferir o escritório de lugar.

Quando cheguei, ninguém tinha começado a trabalhar ainda, mas eu ainda tinha a chave. Quando me afastei, tinha indicado uma ex-funcionária, Sabrina, uma mulher competente, experiente, ótima na gestão e no atendimento ao cliente. Como Ícaro nunca reclamou, imagino que tenha dado tudo certo. Mandei uma mensagem para ela, que respondeu dizendo que chegaria mais tarde, mas me indicou a papelada que eu precisava analisar.

Mandei mensagem para Ícaro avisando que já estava lá, mas ele não visualizou. Ou ainda estava em casa, ou tinha ido cedo para alguma obra.

Assim, me distraí analisando os documentos e percebi o quanto eu tinha feito falta no trabalho. Eu precisava retomar a minha vida e quem sabe ouvir o conselho do Augusto e finalmente começar uma terapia, mudar a medicação, caso contrário eu poderia ter outro colapso.

Ícaro acessava o escritório por uma porta no corredor. Quando ela abriu, eu estava pronta para fazer uma piada… até que ele entrou, seguido da última pessoa que eu esperaria ver naquele lugar.

— Isabella? — Ícaro me olhou em dúvida como se não acreditasse no que estava vendo.

Mas eu não consegui olhar para ele. Meu olhar travou em Diana. Minha cunhada. Diana Salvatore. Ela me encarava com os olhos arregalados — a mulher que nunca foi minha fã, e que eu também não suportava. Não era preciso ser muito inteligente para entender que os dois estavam juntos. Que ela tinha dormido na casa dele.

Mas eu não conseguia entender como aquilo era possível. Em que universo aquelas duas pessoas teriam se encontrado? No choque, perdi até a voz. Meu olhar desceu rapidamente para a mão dela, nada de anel de noivado. Será que Ícaro sabia? Que Diana era noiva?

Ela percebeu que eu tinha olhado para as mãos dela. O silêncio entre nós ficou pesado, cheio de coisas não ditas.

— Eu tenho que ir — ela deu um selinho em Ícaro e saiu sem olhar para trás, sem explicar nada e sem falar comigo.

Meu olhar acompanhou os movimentos dela, ainda tentando assimilar o que tinha acabado de ver.

— Como? — perguntei a Ícaro.

Capítulo 98. Flagra 1

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