"Augusto"
Como se minha vida já não fosse complicada o suficiente, minha secretária anunciou que a minha cunhada queria falar comigo. Eu não tinha ideia do que Karen estava fazendo ali nem por que queria falar comigo e definitivamente não precisava de mais problema.
— Pode mandar entrar — falei para a secretária.
Karen entrou na sala olhando ao redor. Agora, nem lembrava a mulher que tinha passado um mês sumida. Apesar de serem irmãs, Isabella e Karen não se pareciam. Karen era mais ousada — sempre tinha sido. Usava roupas mais sensuais, com o claro intuito de seduzir. Estava sempre maquiada, falava tocando nas pessoas, sobretudo nos homens, sempre insinuando alguma coisa. Era impossível negar que fosse bonita, mas beleza não era tudo.
Isabella, ao contrário, não tinha noção da própria beleza — uma beleza natural. Recolhia-se perto das pessoas, principalmente de outras mulheres, se vestida de forma contida, mas quando resolvia sair sa casca era um arraso.
— Tudo bem? Aconteceu alguma coisa? — perguntei, fazendo um sinal para se sentar.
— Me desculpa vir aqui — disse Karen, com a voz trêmula e torcendo as mãos. — É que eu precisava conversar com a Isabella, mas queria falar com você primeiro. Entes de tudo, eu tinha feito alguns exames, mas deixei para lá… Agora liguei para o médico só para confirmar se estava tudo certo, mas ele disse que apareceu uma pequena alteração, quer repetir os exames e pediu uma biópsia. Eu sei que a Isabella vai ficar abalada, ainda mais depois do que fiz ela passar, por isso queria sua ajuda.
— Tenho certeza de que a Isabella vai te apoiar no que for necessário. E sim, ela passou por muita coisa. Está retomando a vida agora, mas é mais forte do que você imagina.
— Você realmente a ama, não é? — Karen perguntou, não era a primeira vez que pergunta isso, como se não pudesse acreditar que eu poderia amar a irmã.
— Sim, eu amo — respondi. Não tinha outra resposta. E não era da conta dela meus sentimentos.
— É realmente incrível… Eu pretendo sair da casa de vocês assim que puder. Não quero me intrometer na vida de vocês. Tenho certeza de que estou atrapalhando…
— Não se preocupe com isso. Pode ficar o tempo que precisar.
— Você é muito generoso, Augusto. Um homem incrível. A Isabella tem muita sorte de ter encontrado alguém como você — disse Karen, cruzando as pernas devagar. A fenda da saia abriu, revelando suas pernas, ela se ajeitou sem nenhuma intenção de esconder de ajustar a saia. Karen percebeu meu olhar e sorriu.
A porta do meu escritório se abriu e Isabella entrou. A cena era, no mínimo, estranha, porque eu não tinha ideia do porque as duas estavam na minha sala naquele momento.
— Karen? O que você está fazendo aqui? — Isabella perguntou com um tom que eu nunca tinha ouvido ela usar com a irmã até o momento.
— Me desculpa — respondeu Karen, sem graça e ajustando a saia — Eu queria falar com o Augusto sobre um assunto importante, antes de falar com você. Estava explicando a ele que meus exames deram uma alteração, e o médico quer que eu faça uma biópsia para confirmar o resultado.
Percebi que Karén não especificou o tipo de doença, e também não quis ser indelicado perguntando.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido