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Cinzas de um Amor Que Você Matou romance Capítulo 12

Sérgio franziu o cenho e atirou a carteira de cigarros e o isqueiro pela janela do carro.

A atitude dele parecia ser uma resposta de raiva, como se perguntasse a Natália: "Assim está bom?"

Mas ele não disse nada; com o semblante fechado, abriu a porta para sair do veículo.

Natália, no entanto, interpelou-o:

— Você ainda não me respondeu!

Já fora do carro, Sérgio parou, virou-se impaciente e olhou de cima para Natália:

— Não existe a palavra "se" para essa questão.

Natália estremeceu; uma pontada de dor atingiu seu coração. Ela forçou um sorriso amargo:

— Quer dizer que você não planeja ter filhos comigo?

Aquela pergunta pareceu pegar Sérgio de surpresa.

Talvez ele nunca tivesse pensado naquele assunto.

Ele não disse nada. Ficou curvado do lado de fora, olhando para ela em silêncio através da porta aberta.

Pouco depois, ele entrou de novo no carro, fixou o olhar à frente e declarou:

— Se estiver grávida, está; se não estiver, não está. Que história é essa de "se"? Você está apenas sendo dramática, fazendo perguntas sem sentido. Você já tomou o remédio, como poderia engravidar? E mesmo que engravidasse, com certeza não poderíamos manter.

Natália ignorou aquele discurso. Desviando o olhar para não ver o rosto dele, fitou a frente e indagou:

— Eu te pergunto: e se eu também estivesse grávida, ainda assim exigiria que eu cuidasse da Melissa?

Sérgio hesitou por um instante e voltou-se para ela.

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