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Como Conquistar um Príncipe Lycan romance Capítulo 30

ISABELLA

— Savannah! —a exclamação de Kiara me recebeu na porta do nosso quarto.

Depois do “presentinho” do meu pai, eu saí da enfermaria; no fim, eu já estava bem e a última coisa que queria era ficar sob a vigilância daquela enfermeira perigosa.

Ainda fiquei de olho nela, procurando a espiã, mas quase ganhei outra injeção assim, de graça.

— Meninas, para onde vocês vão? —perguntei ao notar que todas estavam uniformizadas.

— Não sei se você lembra que está em uma Academia —a voz séria de Harper soou atrás de Kiara, levantando uma sobrancelha—. Ou você ainda está bêbada?

— Engraçadinha, depois a gente conversa —mostrei a língua para ela, toda abusada, mas Harper só soltou um resmungo e Kiara me olhava com olhos de cervinho inocente.

Eu tinha descoberto que a Harper, no fundo, também era um pãozinho macio.

— A gente tem aula agora, mas fica tranquila, íamos pedir uma autorização por você, achamos… que você ainda estava com Sua Majestade —Kiara se aproximou para sussurrar para mim.

Franzi a testa.

Depois eu ia descobrir com que desculpa aquele lycan trapaceiro do William levou elas e me deixou para trás.

— Não pede nada, me esperem um pouquinho! —corri para dentro e joguei água no rosto na pia do banheiro como se fosse um pato.

Entrei no quarto, meio vestida, procurando o uniforme decente que a menina responsável pelo prédio finalmente tinha trazido para mim.

Passei ao lado da caixa do vestido enquanto puxava meus cabelos desgrenhados e vi o desastre que eu tinha feito num ataque de raiva.

Suspirei, pensando que o pobre vestido não merecia aquilo, eu ia procurar um momento para devolvê-lo ao dono.

Só de pensar em ver o príncipe meu estômago se enchia de nós e eu não sabia dizer se isso era bom ou ruim.

— Já estou pronta! —gritei para as meninas, calçando os botins; o tempo começava a esfriar nas manhãs.

No fim, fomos juntas e, por sorte, a gente dividia a aula de Alquimia.

No caminho eu soube que o William tinha levado elas de volta, com a história de que o príncipe tinha mandado me chamar porque precisava dos meus serviços como Serafina.

Claro… um serviço de chupadora “especial” era o que ele precisava.

— Da próxima vez não acreditem em nada que aquele lycan mentiroso fala —disse para elas com um bufar.

Quando chegamos à porta do laboratório, a maioria dos estudantes já estava esperando do lado de fora.

Mesmo lutando para não procurar por ele, meus olhos varreram os arredores em busca de Aurelius… mas ele não estava lá.

Franzi a testa ao perceber que a Miska também não estava.

Meu mau humor disparou e algumas ideias apareceram na minha cabeça.

E se eles estivessem juntos?

“Olha só, não era você que queria jogá-lo nos braços dela?” a voz da minha consciência transformada em uma loba desgovernada ecoou na minha mente.

Revirei os olhos, me concentrando nas portas enormes de ébano que se abriram, e me surpreendi ao ver o homem que saiu de dentro.

— Entrem —a voz baixa e calma dele nos convidou a entrar.

— Ele é o professor de Alquimia? —sussurrei para Kiara, que olhou de novo o horário.

— Sim, o professor Leonardo —ela confirmou, e foi isso que animou a minha manhã.

Entramos na sala, incrivelmente grande e impressionante, com os assentos em forma de degraus.

As meninas e eu nos sentamos encostadas às portas, lá no fundo, bem no topo da escadaria.

Lá embaixo, atrás do púlpito, estava em pé o homem jovem de cabelo escuro e olhar intenso que já tinha me salvado duas vezes.

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