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Como Conquistar um Príncipe Lycan romance Capítulo 44

ISABELLA

— Deixem ele em paz! — gritei, cheia de impotência.

Eram uns 10 homens contra um único cara preso.

Eu nem conseguia imaginar o que havia embaixo daquele buraco onde Kaden tinha caído.

— Me soltem, me soltem! — gritei, enfurecida, sentindo minhas costas queimarem em carne viva enquanto minhas energias saíam de controle.

— Cala a boca de uma vez, cadela! — o mascarado que tinha me esbofeteado tentou me calar, mas em meio ao caos consegui acertar o de trás com o cotovelo e levantei o joelho para chutar as bolas do que estava tampando minha visão.

Tudo aconteceu rápido demais, lutei como uma fera, mas por melhor que eu fosse na luta, eram dois homens me encurralando de perto.

O fio da faca roçou meu ombro enquanto eu trocava alguns golpes, mas aquela dor que atravessou minha carne e um rugido enfurecido vindo do poço desbloquearam algo dentro de mim.

— Aah! — gritei, sentindo a explosão de poder percorrer minhas veias e sair em jorros do meu corpo como uma supernova.

A onda de energia índigo se expandiu com brilhos de magia que percorreram a clareira.

Meu cabelo se ergueu lá no alto e senti aquela chama faiscante no peito.

Foi como se eu ficasse em branco por um segundo, sem controle, sentindo minhas costas queimarem como se um ferro em brasa estivesse me marcando.

A dor foi o que me fez recuar, resistir de novo e cair suando, ofegante e quase inconsciente no chão.

De joelhos, ergui a cabeça com muita dificuldade e então eu vi.

Os homens mascarados ao meu lado tinham desmaiado e muitos dos atacantes levavam a mão à cabeça, como tontos.

Outros olhavam para mim e, apesar das máscaras, eu conseguia sentir a incredulidade deles.

O rugido dentro do poço ficou ainda mais feroz.

Kaden tinha recuperado algumas lanças e agora as devolvia para o inimigo.

— Aafghh! — uma daquelas lanças atravessou a garganta de um dos atacantes e, a partir dali, as coisas se inverteram.

— Agarra ela, merda, não era pra ser uma Serafina defeituosa?! — alguém gritou e eu lutei para ficar de pé e não voltar a cair em mãos inimigas.

Dois caras vinham na minha direção, seus capuzes opressivos se confundiam com a escuridão da noite.

— Não, não… — comecei a recuar, me arrastando pelo chão, com a energia drenada.

Um grito de agonia fez todos nós cravarmos os olhos na armadilha onde o príncipe lycan tinha caído.

— Ele está saindo! — gritaram, e eu também consegui ver.

A mão enorme e peluda, cheia de garras afiadas, saiu do interior do poço, se agarrando à borda.

Depois, um braço grosso e, por fim, os olhos vermelhos de uma cabeça bestial olharam por cima da borda.

A pelagem negra grudava em manchas ensanguentadas e alguns trechos deixavam a pele à mostra.

Ele abriu as fauces com caninos capazes de te rasgar com uma única mordida e seu rugido fez a floresta inteira estremecer.

Com um salto, saiu para fora em meia transformação e, deusa, passava dos dois metros e ainda não tinha se convertido por completo em sua forma lycan, era uma amálgama grotesca de lobo e humano.

Quando vi aqueles olhos animais, eu soube que Kaden estava perdendo o controle.

Eu admito que eu mesma fiquei com medo, e continuei recuando.

A aura dele era tão horrível que eu sentia meu coração parando e como se alguém estivesse apertando minha garganta até me sufocar.

Por um segundo, eu esqueci como se respirava.

— Retirada! Peter! Corre, Mark!

Vi todos eles correrem para todos os lados da floresta, mas a criatura que eles tinham provocado estava em modo de matança.

Partes de corpos voaram pra tudo quanto é lado, ele destroçou os que ficavam para trás e eu me horrorizava com aquela cena tão sangrenta.

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