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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 10

Lúcia Mendes

Jones nos olhou animado.

"Está na hora."

Engoli em seco.

Ele já caminhava em direção à porta quando Nate passou por mim, as mãos nos bolsos do terno impecável, aquele sorriso malandro quase sumido.

Entramos os três no elevador. O ar parecia pesado demais para respirar. A caixa espelhada refletia meu rosto ainda inchado do choro, mesmo com maquiagem, eu via as marcas.

Eu me encostei no canto, abraçando a bolsa contra o peito.

Nate se inclinou discretamente na minha direção. A voz dele veio baixa, rouca, um sussurro quente que me arrepiou.

"Quando a porta abrir... você deixa qualquer emoção aqui dentro. Entendeu?"

Olhei para ele de soslaio.

Ele continuou, os olhos fixos nos meus:

"Seu pior pesadelo está lá fora, Lúcia. Eles farejam medo. Mostre os dentes se precisar, mas não seu sangue."

Engoli em seco, respirando com dificuldade.

Assenti uma vez.

"Tá."

Ele me deu um meio sorriso, quase um elogio contido.

"Boa garota."

Quis socar aquele sorrisinho, mas, por um instante, me senti menos sozinha.

As portas se abriram. A luz fria do corredor se derramava sobre o piso de vinil brilhante enquanto a gente caminhava em silêncio. Meu coração batia no pescoço.

O refeitório estava lotado. Funcionários de todos os setores, em uniforme ou social, empoleirados em cadeiras de plástico ou em pé encostados nas paredes. Um mar de olhos curiosos e desconfiados.

Vi gente do RH, da Contabilidade, programadores com cara de sono, recepcionistas cochichando entre si. Até os faxineiros estavam ali.

E, claro, no centro do salão, mais perto do espaço improvisado como palco, estavam os Diretores e os acionistas. Eduardo James, no meio deles, de braços cruzados, olhos apertados num ódio puro quando me viu.

Meu estômago se revirou.

Nate notou. Sua mão roçou minha cintura, um toque leve, quase imperceptível. Um lembrete de que ele estava ali.

Eu ergui o queixo. Mesmo que por dentro eu só quisesse fugir.

David Jones pigarreou.

"Senhores?"

Os acionistas se ajeitaram. Alguns murmuraram cumprimentos.

"Podemos começar?"

Houve um coro de concordância abafado.

Jones deu um passo adiante, subindo num pequeno palanque improvisado no refeitório.

Nate e eu ficamos mais atrás, meio escondidos.

Ele se aproximou de novo.

"Lembra o que eu disse."

Eu assenti, o coração martelando.

Jones ergueu as mãos.

"Bom dia a todos. Agradeço por estarem aqui em tão pouco tempo. Precisamos compartilhar alguns anúncios importantes com vocês."

Fez uma pausa teatral.

"É uma honra investir em uma empresa com tantos talentos, tanta história. A DRTech tem uma base sólida, mas precisava de um empurrão para chegar ainda mais longe. Por isso estou aqui hoje. Como CEO interino."

Um burburinho surgiu. Eduardo trocou olhares com Célia, que mordeu o lábio.

Jones sorriu com calma.

"Meu sócio e verdadeiro CEO está em uma viagem de negócios importante. Assim que voltar, fará questão de se apresentar. Enquanto isso, estou à frente."

Jones continuou:

"E como primeiro ato... quero anunciar duas pessoas essenciais para nossa nova fase."

Ele se virou para mim.

"Primeiro... aquela que me fez olhar para esta empresa com outros olhos. A responsável por me convencer de que aqui havia algo precioso."

Alguns diretores murmuraram.

"Senhores... a nova Diretora de Relações Públicas da DRTech: Lúcia Mendes."

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