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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 106

Lúcia Mendes

O carro deslizou até parar diante da minha casa. As luzes da rua refletiam no capô, e, por um instante, fiquei imóvel, com as mãos no colo, como se levantar fosse admitir que tudo aquilo era real.

Nate desligou o motor e virou o rosto para mim. O olhar dele queimava, mas a voz veio baixa, firme.

“Te deixo agora… mas às oito em ponto estou de volta para te buscar. Não se atrase, chaveirinho.”

Revirei os olhos, tentando disfarçar o nó no estômago. “Você e esse apelido ridículo.”

Ele arqueou uma sobrancelha, divertido. “Engraçadinha.” Se inclinou, pousou um beijo rápido nos meus lábios e depois soltou um sorriso perigoso. “Não vai fugir, né?”

“Pra onde eu iria?” retruquei, abrindo a porta antes que ele me desmontasse mais. "Além do mais, a sua proposta em salvar minha mãe é tentadora demais, então, não... eu não vou fugir, senhor Donovan."

"Perfeito futura senhora Donovan. Te encontro mais tarde."

Desci, sentindo a sacola com o vestido pesar na minha mão como chumbo. Olhei uma última vez para ele. Nate acenou com a cabeça e ligou o carro novamente, partindo.

Suspirei fundo. Agora era só eu, minha mãe… e a realidade.

Entrei em casa. O cheiro familiar do lugar me envolveu, misturado ao som da televisão ligada na sala.

“Filha?” A voz da minha mãe ecoou. “Achei que ia demorar mais. Conseguiu encontrar?”

“Sim, mãe.” Balancei a sacola no ar, entrando na sala. “Deixa eu te mostrar.”

Ela ergueu os olhos do sofá, apoiada em algumas almofadas, e riu. “Deixe-me adivinhar… Simples e sem graça. Por isso não me deixou ir com você.”

“Um sem graça de vinte mil dólares... ah... acho que compensa...” Sentei ao lado dela e abri a sacola devagar, revelando o vestido branco.

Os olhos dela se arregalaram. “Meu Deus… Lúcia. Isso é… lindo.”

“E caro.” Murmurei, mordendo o lábio.

"Não tem nada de simples aqui filha. Ele é sofisticado, moderno... deve ter ficado lindo em você."

"Eu gostei." dei risada.

"Mas o Nate não viu, né. Você sabe que dá azar..."

"Claro que não, né, Dona Maria. E outra, é um casamento de mentirinha mãe. Você sabe disso."

Ela inclinou a cabeça, avaliando meu rosto. “Eu não sei de nada, mas se prefere agir assim.” Ela suspirou. "Mas me diz, como está se sentindo. Nervosa, apavorada...?"

As duas coisas. “Depende da hora do dia.”

Minha mãe gargalhou, aquela gargalhada que sempre enchia a casa. “Você está com frio na barriga, né? Igual eu fiquei quando casei com seu pai. Sabe o que isso significa?”

“Que estou prestes a cometer a maior loucura da minha vida?”

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