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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 18

Nathaniel Donovan

A vibração do celular quebrou o silêncio da sala no exato momento em que eu pensava em responder aquele “nunca me envolver com ninguém do trabalho”.

Na tela, o nome dela apareceu.

Eliza.

Me levantei antes que Lúcia pudesse falar mais alguma coisa.

"Me dá um minuto?"

Ela assentiu com a cabeça, ainda com um sorrisinho no canto da boca. Aquele que dizia “pode ir, não tô nem aí”, mas que todo mundo percebia que era mentira.

Caminhei até o canto da sala e atendi.

"Oi, querida."

A voz dela veio do outro lado, doce e impaciente.

"Pai, você vai demorar? A gente podia ir no parquinho hoje… ou naquele lugar das panquecas?"

Fechei os olhos por um instante, o coração apertando. Eu já tinha prometido isso antes.

"Eu ainda tô trabalhando, Eliza. Não vou conseguir agora."

Silêncio.

Aquele silêncio que só uma criança sabe fazer quando está segurando o choro.

"Não chore, querida, por favor." Abaixei o tom. "Você sabe que eu preciso trabalhar. Prometo que te levo amanhã, tá bem? Mas não quero que você fique triste."

"Tá..." ela murmurou.

Ouvi um murmúrio abafado do outro lado, provavelmente a babá tentando distraí-la com alguma promessa boba.

Fechei os olhos por um segundo, sentindo a culpa pesar nas costas.

"Ei... eu te amo, tá? Amanhã será só nosso. Prometo."

Desliguei com cuidado e virei de volta para a sala. Lúcia estava sentada à mesa, com os olhos focados na tela do computador. Ou pelo menos tentando fingir que estava.

Mas o vermelho nas bochechas dela entregava tudo.

A encarei por alguns segundos.

E então, ela começou a rir. Gargalhadas leves, mas cheias de ironia contida.

"Cliente apegada, é isso? Ou ela já tem status de titular?"

Voltei à minha cadeira, me encostando com a calma de quem não tem nada a esconder.

"Eliza é VIP na minha vida."

Ela arregalou os olhos.

"Uau. Não sabia que acompanhantes tinham uma lista das melhores clientes."

Dei de ombros, provocando.

"Eu tenho. E você também está na lista."

A risada dela morreu na hora.

"Como assim eu estou na lista?"

"Deixa pra lá." Dei um meio sorriso e fingi que voltava aos papéis na mesa.

"Não, Nate, agora eu quero saber." Ela se levantou e caminhou até mim, parando na minha frente com as mãos na cintura. "Eu tô em qual lista? Na boa ou na ruim?"

Cruzei os braços, olhando pra cima como se estivesse avaliando.

"Na mais perturbada."

Ela fechou a cara na hora e me cutucou no peito, indignada.

"Você só pode estar brincando comigo! Poxa, eu fui legal com você a noite toda."

Me levantei, usando a vantagem da minha altura sobre a pouca que ela tinha. Inclinei o corpo para frente, o suficiente para que meu rosto ficasse perto demais do dela. Só o bastante pra sentir o cheiro doce do cabelo bagunçado, ainda impregnado com perfume e caos.

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