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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 30

Lúcia Mendes

As mãos começaram a tremer. Primeiro os dedos, depois os pulsos… até o braço inteiro parecer incapaz de sustentar aquela maldita folha.

Giovanni Keller.

O nome soava como um pesadelo sussurrado. A cabeça girava, o peito apertava, e a sala… parecia menor.

Amassei o papel com força entre os dedos. O coração martelava no peito como um alarme.

Precisava encontrar Nate.

Atravessei o corredor quase tropeçando nos próprios pés.

Quando virei na direção da sala de Jones, lá estavam eles. Nate, com os braços cruzados e expressão descontraída. Jones, com o celular em mãos, comentando algo sobre projeções de investimento.

"Eu... eu preciso saber..." perguntei, a voz falha, engasgada no desespero.

Os dois se viraram para mim.

"Lúcia?" Nate deu um passo à frente, preocupado. "O que houve?"

Me aproximei com passos trêmulos e estendi o papel para eles. Minhas mãos mal conseguiam segurá-lo. O nome dele, impresso em negrito no topo, parecia sorrir para mim como um fantasma que voltou para terminar o que começou.

"Vocês estão trabalhando com esse homem?"

Jones pegou a folha, leu com atenção e franziu o cenho.

"Giovanni Keller? Sim. Ele é um investidor forte. Foi indicação do conselho. Disseram que podemos fechar grandes negócios com a holding dele."

Minhas pernas ameaçaram ceder. Meus olhos marejaram, não de tristeza, mas de um ódio seco, antigo, engasgado na garganta.

Nate se aproximou, notando o tremor no meu corpo.

"Lúcia… o que foi? Você está tremendo."

Me virei para Jones, engolindo a vergonha e a dor ao mesmo tempo.

"Eu preciso muito do meu emprego, senhor Jones. Mas se essa negociação continuar, se eu tiver que lidar com esse homem..." Respirei fundo. A voz falhou. "Prefiro que me demita."

O silêncio caiu como uma bomba.

"Ei, calma." Nate me virou com cuidado, segurando meus ombros. "O que está acontecendo? Estávamos animados com Milão, e agora você pede demissão?"

"Você não entende!" Tentei sair, mas ele não deixou. Me conduziu até a sala de Jones, que fechou a porta atrás de nós, tenso.

"Eu preciso saber o que houve, Lúcia," disse ele, agora sério.

Demorei alguns segundos. Respirei fundo. Me forcei a falar.

"Eu sei que vocês não vão acreditar. Ninguém nunca acredita." A voz saiu arranhada. "Mas Giovanni Keller é um predador. Um predador sexual."

Jones empalideceu.

"Ele é poderoso, influente. Tem contatos em tudo quanto é lugar. As provas nunca chegaram às autoridades. Mas existem vítimas. Histórias enterradas." Olhei para os dois, desesperada. "Eu fui estagiária na HorizonTech. No início da minha carreira. Ele quase conseguiu… mas eu fugi. Ainda assim, ele me perseguiu por meses. Até que sumi do radar dele. E se..."

Tive que parar. A garganta queimava.

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