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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 32

Lúcia Mendes

Fechei o último arquivo do dia e respirei fundo. Meus ombros estavam tensionados, meu cérebro frito, e a minha paciência já havia pedido demissão faz tempo.

Mas sabe o que mais me incomodava?

O idiota do Nate.

Não apareceu mais na sala. Nem uma mensagem. Nem um "boa tarde", um "tô vivo", um "precisa de ajuda aí com essa montanha de relatórios, minha diretora preferida?". Nada.

Talvez estivesse ocupado com algum projeto do Sr. Jones. Ou talvez estivesse apenas... me ignorando. E, sinceramente? Isso não devia me afetar. Mas, é claro, estava me afetando como se eu tivesse tomado café vencido com emocional instável.

Suspirei, peguei minha bolsa e abri a porta com aquela pose de "sou profissional e absolutamente indiferente".

E então ouvi a voz dele.

"Teresa, me esqueci de avisar... Reserva aquele restaurante que a Eliza adora. Vou levá-la pra jantar."

Congelei no mesmo instante. Alguém pausa a vida aqui rapidinho?

Vi ele e Jones entrando no elevador como se fosse a coisa mais normal do mundo o Ceo e o assistente, em uma conversa super animada e amigável. Nate ria de algo que Jones comentou, e a Teresa apenas assentiu com aquele sorrisinho polido de quem já viu coisa demais pra se surpreender.

A porta do elevador se fechou.

E a raiva se abriu no meu peito.

Eliza. Restaurante preferido. Jantar.

Me chicoteia logo, universo. Vai doer menos.

Respirei fundo, como quem não tá nem aí, e fui até a mesa da Teresa, encostando casualmente como quem veio falar sobre o tempo.

"Você não vai embora, não?" perguntei, fingindo um bocejo dramático. "Última a sair apaga a luz, hein."

Teresa sorriu sem levantar os olhos da tela.

"Estou só finalizando as passagens para Milão e a reserva do Sr. Meyer. Vocês viajam em dois dias, não posso deixar nada dar errado."

"Ah, claro..." balancei a cabeça, distraída. E então soltei, como quem j**a conversa fora. "Você conhece a Eliza?"

Ela me olhou por cima do monitor, os olhos brilhando.

"Conheço sim. Uma querida. Linda, meiga. Todos a adoram, pena que é tão carente, tadinha'."

Sorri. Ou tentei. Acho que minha cara estava mais próxima de quem acabou de morder um limão podre.

"Ah... é. Ele fala bastante dela."

"Fala mesmo," ela concordou. "Dá pra ver que é apaixonado. Nunca vi um homem tão carinhoso com alguém."

APAIXONADO?

Gente. Alguém me j**a da janela em slow motion com música dramática de fundo?

"Que bom pra ela, né?" tentei rir, mas acho que só saiu um pigarro triste. "Tomara que sejam felizes. Eternamente."

Teresa arqueou uma sobrancelha. "Você tá bem?"

"Eu? Ótima. Maravilhosa. Só cansada." Ajeitei a bolsa no ombro e comecei a andar de costas. "Sabe como é... trabalho, planilhas, crises existenciais..."

Ela sorriu com gosto. "Tá bom então. Mas me parece mais crise de ciúmes."

"Quê? Não! Imagine!" dei uma risada exagerada. "Eu e ciúmes? Eu mal conheço o Nate! E somos só... colegas de trabalho. Só isso. Um colega... que por acaso tem um sorriso idiota e um cheiro bom. Enfim, tchau!"

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