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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 36

Nathaniel Donovan

Aeroporto Internacional de Nova York – 21h40

O terminal principal estava movimentado como sempre. Luzes artificiais refletiam no chão de mármore polido, vozes se misturavam ao som de malas sendo arrastadas e monitores piscavam com horários e destinos. Um caos funcional e temporário.

Encostado em uma das colunas próximas à área de embarque, vesti meu blazer com calma. O celular vibrava com notificações atrasadas, mas meu foco estava em outra coisa.

Ou melhor, em alguém.

Lúcia apareceu alguns metros à frente, elegante mesmo naquele ambiente impessoal. Um vestido midi preto, salto discreto, blazer claro por cima e uma mala de mão azul-marinho perfeitamente alinhada ao estilo profissional dela.

Os olhos procuravam com atenção. E, quando me viu, arqueou uma sobrancelha com um misto de alívio e desafio.

"Ainda bem que me esperou..." disse, se aproximando. "Achei que fosse encontrar algum motorista engravatado com uma plaquinha."

"Você merecia mais do que uma plaquinha." Sorri, pegando a mala da mão dela antes que ela pudesse protestar. "Vem comigo."

Ela hesitou por um segundo. "A gente não vai embarcar aqui?"

"Não. Nosso embarque é por outra ala." Fiz um gesto com a cabeça, levando-a até uma porta de vidro discreta com a plaquinha: Área Executiva – Voos Privativos.

Ela estacou.

"Voos privativos?" repetiu, arregalando os olhos.

Assenti, digitando o código de segurança. "Jatinho da empresa. Reunião enxuta, lembra? Só nós dois. Clima europeu."

Ela me acompanhou em silêncio, visivelmente tentando digerir a informação. Quando entramos no lounge privativo, climatizado e absurdamente silencioso, Lúcia olhou ao redor com um olhar que mesclava admiração e desconfiança.

"Você... faz isso com frequência?"

"Não exatamente." Sorri de canto, conduzindo-a até a entrada da pista. "Na verdade, só soube que iríamos no jatinho quando cheguei. O comissário apareceu com aquela plaquinha que você esperava. Nate Meyer e Lúcia Mendes. Quase ri."

"Você só foi avisado quando chegou?"

"Exatamente. Surpresa pra mim também." Fiz um gesto leve com a mão, enquanto subíamos os degraus da aeronave. "Aparentemente, alguém da presidência decidiu que devíamos chegar descansados. Ou talvez só tenham gostado da ideia de nos ver confinados juntos por horas."

Ela bufou uma risada, mas não disfarçou o rubor que subiu em suas bochechas.

Dentro do jato, a iluminação suave criava uma atmosfera acolhedora e silenciosa. Assentos de couro branco, detalhes em madeira escura, aroma sutil de lavanda no ar. Lúcia girava lentamente o corpo, absorvendo cada detalhe, até parar ao lado de uma das poltronas.

"Pode sentar aí. É confortável e... segura." Toquei no encosto ao lado dela. "E não esquece do cinto. Ele fica aqui." Inclinei-me um pouco, puxando suavemente a alça ao lado do assento e entregando em sua mão.

Ela aceitou, o olhar ainda alerta.

"Obrigada... comissário Meyer."

"Disponha." Pisquei, e me sentei na poltrona oposta, cruzando as pernas com a calma de quem estava completamente à vontade.

Por um momento, ela apenas me observou — como se tentasse decifrar até onde iria o personagem.

"Então… você parece entender bastante de jatinhos." comentou, ainda puxando o cinto.

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