Nathaniel Meyer Donovan
As palavras dela me atravessaram como um raio.
"Sou sua. Só sua."
Trêmula, sim. Mas convicta o suficiente para destruir o pouco controle que eu ainda fingia ter.
Foi a última rachadura.
O fim da resistência.
E o começo de tudo o que eu queria.
Meu corpo inteiro vibrava com um desejo primal, cru, urgente, inegociável. Eu não sabia se devia, não sabia se a merecia. Mas Lúcia... eu a queria na minha vida. No meu futuro. No meu destino. E que se danasse o resto.
Beijei-a com fome. Com fúria. Com tudo.
A boca dela era minha perdição e minha salvação ao mesmo tempo. Cada suspiro, cada tremor, cada gemido sufocado entre nossas bocas me acendia ainda mais. Minhas mãos deslizaram pelo corpo dela, famintas por sentir sua pele, por arrancar cada camada que ainda a cobria.
Guiei-a até a mesa. Um empurrão gentil, porém firme, e seus quadris encontraram a borda. Levantei-a como se ela não pesasse nada, sentando-a ali. Seus dedos agarraram meus ombros, e aquele contato me incendiou por completo.
"Isso aqui…" murmurei ao alcançar as lapelas do blazer. "Tem que sair."
Deslizei a peça dos ombros dela. A blusa branca ainda escondia o que eu queria, mas deixava pistas suficientes pra me deixar maluco. Desabotoei um por um, com calma maliciosa, até revelar o que eu já esperava e mesmo assim, me tirou o fôlego.
Um sutiã rendado preto.
Perfeito. Maldito. Feito sob medida pra torturar a sanidade de qualquer homem.
"Ousada," murmurei junto ao ouvido dela, sorrindo com lascívia. "Ainda te devo uma calcinha, lembra? Hoje à tarde, vamos às compras. Você vai ser mimada."
"Não precisa, já basta o sapato novo que me deu. E que eu nem sei como vai pagar, por que vi na internet que ele é caríssimo." sorri de lado.
"Até onde eu saiba, você me promoveu hoje. Sou vice-diretor agora." raspei meus dentes por seu ombro.
Ela riu, tímida e provocante. "Não seja tolo. Pare de gastar comigo, Não é necessário..."
"Claro que é." Deslizei as mãos pelos quadris dela, puxando-a mais perto. "Tudo é necessário. Você é minha agora, lembra?" minhas mãos se enterraram no cabelo dela. "Minha mulher merece o mundo, e é isso que eu vou te dar."
Inclinei-a para trás, deitando-a sobre a mesa. Seu cabelo se espalhou como uma moldura. Meu olhar percorreu cada centímetro exposto de sua pele.
Beijei sua barriga. Com calma. Com reverência.
Senti o arrepio dela. O leve arquear das costas.
E me alimentei disso.
Desabotoei sua calça e comecei a descê-la devagar. Mas quando cheguei aos pés dela, vi o roxo no dedinho.
Parei.
Franzi a testa, ajoelhando ao pé da mesa.
"Esse dedo…" passei os dedos com cuidado. "Mais tarde, a gente vai ao médico. Ele pode estar quebrado."
"Vai sarar, Nate…"
"Não é negociável." Meu tom foi firme. Mas o olhar voltou a devorá-la.
E caralho. O conjunto completo… preto, rendado, provocante.
"Você está um pecado assim." Disse ao erguer uma das pernas dela ao meu ombro. "Literalmente me matando de desejo."
Beijei a parte interna de sua coxa. Primeiro leve. Depois, com mais intenção. Mais pressão.
Ela se contorceu.
Eu sorri.
Beijei mais acima.
E então… não esperei mais.
Enganchei os dedos na lateral da renda e a deslizei. Meu olhar grudado no dela. Queria que ela visse o que vinha a seguir. Queria que ela sentisse cada segundo do que eu faria.
Enterrei o rosto entre suas pernas como um homem faminto.
Lambi, suguei, explorei… e fui recompensado com seus gemidos.
Altos. Quentes. Molhados.
Ela agarrou meus cabelos com força, implorando sem palavras.
E eu gemi contra ela, a vibração a levando ainda mais perto do limite.

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