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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 54

Lúcia Mendes

Acordei com a respiração dele roçando levemente minha nuca.

Um calor morno me envolvia, parte do lençol bagunçado, parte do corpo dele colado ao meu. Nate dormia profundamente, o braço forte ao redor da minha cintura, como se nem em sonho quisesse me soltar.

E eu não queria que ele soltasse.

Sorri sozinha, os lábios ainda marcados pelos beijos daquela manhã. Ou seria final de tarde? Já nem sabia mais.

Foram tantas vezes… tantos toques, tantas palavras roucas, tantos olhares que queimavam mais do que o sol que entrava pelas janelas de Milão. Meu corpo inteiro doía, no melhor dos sentidos. Era como se ele tivesse me tomado e me devolvido de volta, nova. Transformada.

Nunca imaginei que poderia me sentir assim. Nem nos tempos em que achei que amava Eduardo… eu nunca me senti assim. Plena. Inteira. Satisfeita.

Com cuidado, deslizei para fora da cama, tentando não acordá-lo. Peguei a camisa dele, vesti por cima da minha pele nua e caminhei até a sala. A luz da tarde filtrava-se pelas cortinas, dourando o ambiente com uma calmaria rara.

Meu celular estava sobre a mesinha. Peguei e disquei para minha mãe.

Ela atendeu no segundo toque, e bastou ouvir seu "Oi, minha filha!" animado para um calor familiar se espalhar no meu peito.

"Oi, mãe… espero não estar te ligando muito tarde."

"Ainda são dez da noite, Lúcia. Eu e a Martha estamos vendo um filme aqui no sofá."

Sorri. "Que bom. E então… gostou dela?"

"Ah, ela é um amor. Mas você sabe que não precisava se preocupar tanto. Eu ficaria bem sozinha."

"Talvez, mas eu não ficaria. Saber que a senhora está bem cuidada me deixa em paz."

"Você puxou seu pai nesse drama todo. Sempre exagerada." Ela riu, e eu ri junto, com um aperto suave no peito. "Mas me conta… como está Milão?"

"Ah, mãe… é linda. Pelo pouco que vi, a cidade é encantadora. Ainda não tive tempo de turistar, mas acho que amanhã consigo dar uma escapada."

"Não trabalhe demais, viu? Aproveite um pouco também. A vida não é só trabalho não."

Dei risada. "Pode deixar."

"E o seu assistente… está se comportando?" O tom dela mudou, mais protetor. "Ainda não gosto dessa história de vocês dividirem o mesmo apartamento. Vai que ele é um tarado desses que aparece no noticiário…"

Levei a mão à boca para segurar a gargalhada, tentando não acordar o tarado em questão que dormia logo ali. "Mãe, pelo amor de Deus…"

"Ué, tô falando sério, menina! Eu vi na televisão..."

"Nate é tranquilo." Quase engasguei com a própria mentira. "E… ele tem namorada." Só de dizer isso já senti o incômodo me invadir, mas não quis entrar nesse assunto.

"Mesmo assim, tranque a porta. Não dê liberdade demais. Você mal conhece ele."

Ah, se ela soubesse as liberdades que eu já tinha dado para aquele homem. E o quanto eu queria dar mais.

Conversamos mais um pouco. Ela disse que sentia minha falta, mas estava bem, tranquila. Prometi que seriam só mais alguns dias.

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