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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 56

Nathaniel Donovan

O garçom acabava de recolher os pratos principais quando meu celular vibrou no bolso do blazer.

Lúcia ainda sorria, mas havia algo nos olhos dela. Um brilho de dúvida. Curiosidade demais. Eu estava mostrando aos poucos o meu verdadeiro mundo, e ela começava a juntar as peças — e não necessariamente nas posições corretas.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, atendi.

"David?", murmurei, o olhar ainda preso ao dela.

A voz de Jones veio seca, direta, e me fez empalidecer antes mesmo de processar.

"Nate, a situação com Yolanda se agravou. Ela entrou com um advogado pedindo acesso à Eliza. Disse que vai até o fim com isso. Eu trouxe a menina pra minha casa com a Moira, mas você sabe que não vai demorar até ela descobrir."

Cerrei os dentes.

"Filha da p..." segurei a língua no último segundo, quando percebi Lúcia se endireitando na cadeira, atenta.

"Eu falei que ela viria com tudo assim que você cortasse o acesso dela ao dinheiro. Só não imaginei que ela fosse direto no seu ponto fraco."

"Ah, eu imaginei. Alguém deve ter contato que eu tô fora do país."

"Justamente. Ela achou que Eliza estaria vulnerável. A imprensa ainda não sabe, mas quando vazar… vai virar um circo. E quanto mais tempo você ficar longe, pior."

Fechei os olhos, sentindo a fúria me aquecer por dentro. Não agora. Não com a Eliza. Aquela mulher não podia encostar nela. Não depois de tudo o que fez, ou deixou de fazer.

"Deixa o jato pronto", murmurei, com a voz baixa e dura. "Estou voltando pra casa."

Desliguei antes que ele dissesse mais alguma coisa.

Atravessando a mesa com o coração acelerado, meus olhos encontraram os dela.

"Preciso ir."

"Oi? O que aconteceu?" Ela franziu a testa, surpresa.

"Desculpa, Lúcia. Eu preciso voltar pra casa."

Me levantei num impulso e acenei para o garçom, pedindo a conta sem sequer olhar para o prato ainda cheio à frente dela. A urgência pulsava em cada batida do meu coração.

Lúcia se levantou atrás de mim, os passos apressados, o olhar perdido entre preocupação e confusão. Eu paguei rapidamente e saí andando, engolindo a frustração e o desespero.

"Nate, espera!" A voz dela me alcançou. "O que aconteceu? Me diz no que eu posso te ajudar!"

"Não pode." A resposta saiu mais seca do que eu gostaria. Mas eu estava fervendo. Yolanda estava mexendo com a única pessoa que realmente importava.

"Ei, calma. Fala comigo. Foi algo da empresa?" Ela tentava me acompanhar enquanto saíamos do restaurante. "Por que você tá assim?"

Parei. Respirei fundo. O coração martelava no peito.

"Lembra que eu te falei da minha ex? Ela agora está atrás de alguém que eu me importo muito… e eu não posso deixá-la machucar essa pessoa."

Os olhos de Lúcia se arregalaram.

"Mas… isso é sério. Ela pode conseguir o que quer?"

"Não, mas comigo fora, ela achou que teria uma brecha. Preciso voltar. Preciso impedir que ela chegue perto da Eliza."

Ela congelou por um segundo. E eu percebi. No instante em que pronunciei aquele nome, Eliza, algo mudou no olhar dela.

"O quê?", ela perguntou, com a voz mais contida. "Você disse… Eliza?"

"Sim."

A reação veio sutil. Um passo para trás. Os ombros um pouco mais tensos. Um aceno breve de cabeça, como quem entende… mas não quer entender.

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