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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 57

Nathaniel Donovan

O jato taxiava devagar pela pista iluminada. Lúcia e eu nos sentamos lado a lado no banco de couro largo, com espaço de sobra, mas com um silêncio entre nós que parecia ocupar tudo.

Ela cruzou os braços e olhou pela janela, os olhos perdidos entre as luzes da cidade lá fora e os pensamentos dentro dela.

"Foi um dia longo, né?" comentei, tentando suavizar o clima. "Vai lá… a cama é mais confortável que esse banco. Você devia descansar um pouco."

Ela virou o rosto, cansada, mas com uma centelha de interesse.

"Você vem comigo?"

Balancei a cabeça.

"Não. Preciso resolver algumas coisas antes de pousarmos."

Não foi preciso muito para ver o quanto aquilo a chateou. Ela disfarçou com um leve "tudo bem", mas sua voz saiu baixa, magoada, como se a cada gesto meu ela confirmasse uma suspeita que nem ousava dizer em voz alta.

Lúcia se levantou e caminhou até a pequena porta que dava acesso ao quarto. E eu fiquei ali, encarando o espaço que ela deixou para trás.

Estava me matando ver aquele olhar nela. Mas eu sabia que não adiantava tentar explicar quem era Eliza ali, com palavras jogadas no ar. Conhecendo Lúcia, ela só acreditaria vendo. Precisava apresentar minha pequena Eliza, ao vivo e em cores.

Não preguei o olho durante todo o trajeto. Revisei documentos, mandei mensagens, mas nada me tirava da cabeça a imagem dela caminhando até aquele quarto com o coração ferido.

Ela só voltou a aparecer quando o comandante anunciou o pouso. Estava séria, calada, com a expressão controlada demais para ser natural.

Assim que aterrissamos, o carro da empresa já nos esperava parado na frente do hangar. Eu desci primeiro, dei a volta e parei diante dela, estendendo a mão.

"Vem comigo."

Ela arqueou as sobrancelhas.

"O quê? Por quê?"

"Por favor, só vem. Eu quero te explicar… mas preciso te mostrar. Sei que não vai acreditar se eu só falar."

Ela hesitou.

"Não sei se é uma boa ideia, Nate."

"É sim." Dei um passo à frente. "É mais do que uma boa ideia. É necessário. Preciso que você veja com seus próprios olhos."

Ela abriu a boca para dizer algo, mas eu a interrompi, segurando seu rosto com uma das mãos e colando minha boca à dela.

"Me dá essa chance," murmurei contra seus lábios. "Se depois disso você achar que eu não valho a pena… eu não vou mais atrás de você. Mas eu preciso te mostrar quem eu sou de verdade. Para que isso que a gente está começando dê certo."

Ela me olhou por um longo momento. O conflito estampado em cada linha do rosto.

E então, com um suspiro rendido, ela assentiu.

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