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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 58

Lúcia Mendes

Nate me guiou por um corredor amplo até uma sala de estar acolhedora, ao lado de onde estavam Jones e o tal problema urgente.

"Fica aqui só um pouquinho. Eu volto já."

Ele segurou minha mão por um instante e depois saiu, fechando a porta atrás de si.

Bufei, jogando a bolsa no sofá.

"Idiota. Por que eu aceitei vir?" murmurei, cruzando os braços. "Isso tudo tá completamente errado."

Andei de um lado pro outro até me cansar e então me sentei, olhando pela janela o sol começar a nascer. Ouvi duas batidinhas leves na porta.

Antes que eu pudesse responder, um homem de terno escuro entrou, formal demais para aquela hora da manhã.

"O senhor Nathaniel pediu que a senhorita ficasse com a Eliza até ele voltar."

Ele disse aquilo como se estivesse me entregando um copo d’água e não uma bomba.

"O quê?!" me levantei num pulo. "Como assim?!"

Mas ele já tinha saído.

"Eu não estou acreditando que ele vai fazer isso comigo..." fiquei em choque por alguns segundos

Estava prestes a correr atrás dele quando a porta se abriu novamente, e uma mulher entrou carregando uma garotinha loira nos braços. Ela usava um pijama de unicórnios, abraçada a um ursinho rosa, os cabelos bagunçados, os olhos castanhos ainda cheios de sono.

Fiquei paralisada.

"Aqui pequenina, você irá ficar com a senhorita Mendes, até seu pai voltar." ela colocou a menina no chão e depois saiu me dando apenas um aceno com a cabeça.

A menina me olhou, curiosa.

"Você que é a amiga do meu papai?"

Papai?

"Você é… a Eliza?" perguntei, a voz presa na garganta.

Ela assentiu, esfregando os olhinhos.

"Eu não consegui dormir. A mulher malvada ficou gritando no portão da minha casa e o tio David me salvou. Igual um príncipe."

Meu cérebro congelou.

Eliza não era uma ex.

Eliza não era uma mulher.

Eliza era uma criança.

A filha do Nate.

"Filho da puta!" murmurei baixinho, com os dentes cerrados, para a criança não ouvir.

Era óbvio que eu teria entendido.

Claro que teria.

Não teria?

"Filho. Da. Puta."

A raiva subiu tão rápido que minha pele esquentou.

Mas então olhei pra Eliza. Ela estava ali, tão pequena, com olheiras visíveis e o corpinho encolhido ao lado do sofá, apertando o ursinho.

Respirei fundo, engoli o orgulho e me aproximei, me agachando na altura dela.

"Você quer que eu te ajude a dormir? Eu também não dormi muito bem essa noite."

Ela me observou com atenção, os olhos brilhando de curiosidade.

"Você vai ser minha nova babá?" perguntou, hesitante. "A Moira teve que sair e eu… eu tenho medo de ficar sozinha. Papai disse que não podia ficar comigo agora."

A voz dela falhou no final. E quando vi os olhos marejarem, entrei em pânico.

"Não, não! Eu não sou sua babá, Eliza."

Estendi a mão, tocando de leve o bracinho dela.

"Eu quero ser sua amiga. Podemos ser amigas, não podemos?"

Ela franziu o nariz, desconfiada, mas depois assentiu.

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