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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 66

Lúcia Mendes

Olhei para Eliza nos braços dele. A criança me encarava com olhos grandes e curiosos. Meu coração vacilou. Eu ainda estava tentando processar tudo, mas... recusar?

Suspirei.

"Tá bem..." disse baixinho, estendendo os braços.

Nate me entregou a menina com delicadeza, como se ela fosse feita de vidro. O calor do corpinho dela me invadiu de imediato. Eliza se aninhou no meu colo com naturalidade desconcertante.

Ele nos olhou com intensidade, e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, se inclinou.

Beijou a testa da filha. Depois... a minha.

Pisquei, atordoada.

"Já volto", ele disse com a voz rouca e firme, antes de sair da sala.

Fiquei ali, parada, sem entender a reação dele. O beijo ainda queimava em minha testa.

Por que ele faria isso? Na frente da filha?

"Meu papai gosta de você", Eliza disse do nada, como se estivesse lendo meus pensamentos.

"Ah é?" sorri, surpresa. "E por que você acha isso?"

"Porque ele não faz isso com ninguém. Só comigo. Então... ele gosta de você também."

Engoli seco, forçando um sorriso, tentando ignorar o aperto no peito que aquelas palavras causaram.

"É mesmo? Hmm... bom saber." Desviei o olhar e resolvi mudar de assunto. "E me conta uma coisa... do que você gosta de brincar?"

"De tudo!" ela respondeu animada. "Menos de desenhar hoje. Já desenhei ontem. Agora eu quero brincar de outra coisa. E você? Gosta de brincar do quê? O que você e meu papai fazem nessa sala?"

A pergunta me pegou de surpresa. Quase engasguei.

O que eu e seu pai fazemos...?

Imagens rápidas passaram pela minha cabeça, mãos firmes segurando minha cintura, beijos roubados, olhares carregados de tensão, carinhos silenciosos depois de noites insanas...

Pisquei várias vezes, tentando resgatar o ar que fugia dos meus pulmões.

"Eu... é... bom, a gente trabalha muito aqui", desconversei, sentindo meu rosto esquentar. "Mas quando não estou ocupada, sabe o que eu gosto de fazer?"

Ela me olhou com curiosidade, balançando a cabeça.

"Ver bichinhos nas nuvens", respondi, mais serena agora. "Olhar pro céu e imaginar o que as nuvens parecem ser."

Eliza arqueou as sobrancelhas, encantada.

"É de verdade isso?"

"Totalmente de verdade. E é mais divertido do que parece..."

Ela arregalou os olhos.

"Eu nunca brinquei disso! É de verdade?"

"Sério?! Você olha pro céu e tenta descobrir que forma as nuvens têm. Às vezes parece um gatinho, um coelhinho, ou um dragão banguela", brinquei.

"De verdade?" ela parecia tão maravilhada que acabei rindo e a abraçando, tamanha a sua inocência.

"Sim! Quer tentar?"

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