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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 67

Nathaniel Donovan

Empurrei a porta da sala de reuniões com firmeza e o som seco ecoou como um anúncio.

A sala congelou.

Respirações foram suspensas. Papéis tremeram levemente nas mãos dos acionistas. Um copo de água tilintou contra o vidro, denunciando o nervosismo do executivo que o segurava. O ar parecia denso, como se cada molécula carregasse eletricidade estática.

Todos os olhares se voltaram para mim... como se tivessem acabado de ver um fantasma. Ou pior, alguém que veio cobrar cada erro cometido.

Eu avancei devagar, o som dos meus passos preenchendo o silêncio constrangedor.

Era curioso. Pessoas acostumadas a negociar milhões, a liderar equipes globais, agora afundavam na própria cadeira como se esperassem por um veredito. Um julgamento.

E estavam certos em esperar.

Porque, naquele dia... eu era o juiz.

E a verdade que eu trazia era a arma carregada que ninguém conseguiria desviar.

Diretores, conselheiros e acionistas estavam todos ali. Alguns se remexiam desconfortáveis nas cadeiras de couro, outros desviavam o olhar. Mas o que me chamou atenção de verdade... foi ver Eduardo James sentado, como se ainda tivesse algum lugar ali.

Dei uma risada curta, sarcástica, encarando-o.

"O que você ainda tá fazendo aqui, James? Esperando um chute na bunda cerimonial ou só esqueceu como se levanta?"

Alguns dos presentes tossiram, desconcertados. David virou o rosto para esconder o sorriso. Enzo nem tentou.

Eduardo cruzou os braços, inflando o peito como se isso pudesse compensar a ruína que ele era.

"Eu faço parte do conselho."

"Ah, claro," o interrompi. "Porque você tem feito um excelente trabalho, não é? Os relatórios maquiados, a falência disfarçada, os clientes processando a empresa por cobranças fantasmas. Parabéns! Palmas pra ele!" bati uma vez, lento, o som ecoando pela mesa longa de mármore.

"Mas então vocês se perguntam... por que a empresa está quebrando? Por que perdemos credibilidade? Por que investidores estão pulando fora como ratos em navio afundando?"

Andei até a ponta da mesa, apoiando as mãos e encarando todos ali.

"Porque nenhum de vocês teve coragem de olhar os números e dizer: ‘tem algo errado’. Fingiram não ver os relatórios falsos. Ignoraram o sumiço dos recursos. Calaram enquanto o nome da DRTech era arrastado na lama. E por quê? Porque vinham de um idiota com sobrenome famoso."

Virei lentamente o rosto para Eduardo.

"Senhor James."

Ele se remexeu. "Você está insinuando..."

"Não. Estou afirmando." Endireitei a postura. "Você sabotou a própria empresa pra enfraquecer. Pra desvalorizar. Por quê? Porque queria comprar barato. Porque sabia que era a única forma de ter poder, já que competência nunca foi seu forte."

Eduardo se levantou abruptamente, o rosto vermelho de fúria.

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