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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 68

Nathaniel Donovan

A revolta se espalhou como um veneno silencioso assim que Eduardo saiu.

Os acionistas se entreolhavam, alguns cochichando, outros visivelmente incomodados. Um deles se levantou, ajeitando o paletó com indignação forçada.

"Com todo respeito, senhor Donovan... por que esconder sua identidade? Por que fingir ser apenas um funcionário enquanto a empresa afundava? "Você tem um pouco de culpa em tudo isso que está acontecendo, não acha?"

Cruzei os braços, respirando fundo. Meu olhar percorreu a sala até pousar sobre o homem que falava.

"Porque nenhum de vocês saberia lidar com a verdade." Minha voz cortou o ar como lâmina. "Porque vocês não são competentes o suficiente pra perceber que estavam afundando… mesmo com os sinais escancarados. E porque às vezes, pra enxergar a podridão, é preciso olhar de dentro. Então, não, eu não me acho responsável pelo fracasso de vocês, pois quando eu cheguei ele já estava aqui."

Mais murmúrios. O desconforto crescia.

"Eu e Jones não entramos em empresa alguma sem investigar cada detalhe. Compramos, analisamos, infiltramos. E se achamos que tem valor... então tomamos conta. Caso contrário, vendemos. Simples assim."

Silêncio. Cada palavra caía como um prego sendo martelado na consciência deles.

"Vocês têm um ano." Continuei. "Um. Único. Ano. Pra DRTech prosperar. Se isso não acontecer, vamos vender. Com lucro para nós, é claro, já que temos 86% das ações. E quem quiser continuar brincando de acionista ou de diretorzinho de fachada, pode começar a rever os conceitos. Porque se tiver mais alguém aqui com os mesmos hábitos de Eduardo James... melhor sair por aquela porta agora."

Os acionistas começaram a se agitar. Um deles bateu a palma na mesa.

"Não vamos tolerar ameaças!"

Lancei um olhar discreto para Enzo.

Ele se aproximou, calmo, como quem já sabia que o caos viria. Caminhou até o centro da mesa e, com um gesto ensaiado, abriu outra pasta. Grossa. Pesada. Assustadora.

"Isso não é uma ameaça." A voz dele era tão suave quanto ameaçadora. "É um alerta."

Ele lançou os documentos sobre a mesa. Os nomes estavam destacados. Dados bancários. E-mails. Movimentações.

"A vida de cada um de vocês aqui dentro foi muito bem documentada. Sabemos onde, com quem, quando e por quê. Cada vírgula mal colocada no histórico de vocês está registrada. Então não... vocês não têm escolha. Ou entram na linha, ou saem acompanhados por um processo, assim como o senhor James."

A tensão explodiu de vez. Vozes se elevaram, diretores se remexeram nas cadeiras, o caos se instalou.

"Bom..." Respirei fundo, erguendo as mãos como quem finaliza um espetáculo. "Acho que esse é o meu sinal para me retirar."

Eles me fuzilavam com os olhos, mas não podiam fazer nada.

"Qualquer assunto futuro pode ser tratado diretamente com Enzo Kendrik, novo Diretor Jurídico da DRTech, ou com David Jones, nosso novo Diretor Financeiro. Como podem ver… só me uno aos melhores."

Dei um passo para trás e abri um meio sorriso.

"A mim resta restaurar a imagem dessa empresa e criar estratégias para reconstruir o que vocês e seu ex-diretor financeiro destruíram. Boa sorte para nós."

E então saí da sala, deixando um rastro de tensão atrás de mim.

No corredor, respirei fundo. O ar parecia mais limpo, como se eu tivesse expurgado algo que me sufocava há meses.

Hora de voltar.

Entrei no elevador e subi até o andar da presidência. Assim que as portas se abriram, dei de cara com Tereza, sentada à sua mesa, digitando algo no computador.

"Tudo calmo por aqui, Tereza?" perguntei, caminhando em direção à minha sala.

"Sim, senhor Donovan." ela respondeu prontamente, mas sua voz hesitou logo em seguida. "Na verdade... senhor?"

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