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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 69

Nathaniel Donovan

Apertei o celular na mão depois de tirar a foto.

Por um segundo, tive vontade de deixá-las ali. Intocáveis. Como uma cena de filme que não se ousa interromper.

Mas então, Eliza apontou para o céu e riu alto, soltando:

"Olha, olha! Uma nuvem em forma de hipopótamo com asas!"

Lúcia gargalhou. E eu… me rendi.

Dei um passo à frente, o suficiente para que o som da porta rangeu sob minha mão.

As duas viraram o rosto ao mesmo tempo.

Os olhos de Lúcia me encontraram primeiro. Por um breve segundo, vi surpresa, como se ela não esperasse me ver ali tão cedo. Um reflexo quase doce, quase aberto...

Mas durou pouco.

A expressão dela mudou no instante seguinte. Os lábios se cerraram. Os olhos ficaram mais duros. E o que antes parecia calor virou um muro invisível entre nós.

Merda.

Ela ainda estava puta comigo. E com razão.

Senti o estômago contrair. Não seria fácil acalmar a fera.

Não depois de tudo que ela ouviu. Não depois de tudo que eu escondi.

Mas ali estava ela. Linda.

E eu… eu só conseguia pensar que não podia perder aquilo.

Eliza abriu um sorriso largo.

"Papai! Vem ver também! A tia Lúcia tá ensinando a ver bichos nas nuvens!"

Minha garganta apertou com a naturalidade com que ela disse aquilo.

Tia Lúcia.

Era como se ela já fizesse parte do nosso universo.

Andei até elas, devagar, como se não quisesse assustar um sonho.

"Um hipopótamo com asas, hein? Essa é nova até pra mim."

Lúcia sorriu, sem se levantar. Os cabelos esvoaçavam no vento, e eu desejei deitar ali também.

"Você tem que olhar com o coração", Eliza disse, séria, batendo levemente no próprio peito. "A tia Lúcia falou que às vezes os olhos demoram… mas o coração vê rápido."

Soltei uma risada baixa e me agachei ao lado das duas.

"Bom… se é com o coração que se olha, acho que estou com vantagem hoje."

"Deita aqui também!" Eliza puxou minha mão. "A gente pode ser três pirulitos vendo nuvens!"

"Pirulitos?" Lúcia arqueou a sobrancelha, divertida.

"É, porque pirulito tem cabeça grande e fica paradinho assim", ela respondeu, deitando com os braços abertos e a cabeça sobre a barriga de Lúcia novamente.

Não resisti.

Deitei ao lado delas, cruzando as mãos atrás da cabeça, os ombros tocando os dela. O céu estava limpo, azul profundo, com manchas brancas dançando preguiçosas lá no alto.

"Ali", Eliza apontou, "parece um pato mergulhando no sorvete."

"Não é uma garça?" Lúcia questionou.

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