Entrar Via

Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 73

Lúcia Mendes

O corredor parecia mais longo do que eu lembrava.

Cada passo latejava nos meus músculos, como se meu corpo quisesse me lembrar de cada segundo da briga. O ombro ardia onde Célia tinha me empurrado contra a parede, o corte no braço latejava com a batida do meu coração, e o rosto… bom, o rosto pulsava a cada movimento.

Abri a porta da minha sala e inspirei fundo, me forçando a ignorar a dor. Peguei a bolsa, mas hesitei. Não podia simplesmente ir embora sem antes… ver o estrago real.

Guardei a pasta na mesa, ajeitei a alça no ombro e saí, indo direto para o banheiro.

A luz fria piscou quando entrei, e por um segundo pensei em desistir. Mas me obriguei a encarar o espelho.

E lá estava.

O reflexo mostrava o rosto arranhado, manchas vermelhas subindo pela pele, um leve inchaço no canto do lábio. Respirei fundo, segurando a borda da pia para não ceder ao impulso de esmurrar o espelho.

Eu precisava pensar em como esconder aquilo da minha mãe. Ela não podia ver. Não com a saúde tão debilitada.

Peguei minha bolsa, revirei até achar a maquiagem e comecei a cobrir as marcas. Base, corretivo, pó… inútil. O estrago ainda estava ali, estampado.

“Ok… pensa, Lúcia… você é desastrada, vive se batendo… ela pode acreditar que você caiu. É. Uma queda. Isso vai funcionar.”

Respirei fundo, joguei tudo na bolsa e saí, mas mal dei dois passos e esbarrei em alguém.

Braços firmes me seguraram antes que eu tropeçasse.

“Tá tudo bem?” Nate me olhou de cima a baixo, como se procurasse por novas feridas.

Assenti com um sorriso forçado. “Claro.”

“Claro…” ele repetiu, nada convencido.

“E a Eliza? Não deveria estar cuidando dela?” perguntei.

“A babá substituta chegou. Ela está segura, na minha casa.”

Assenti, mantendo a voz neutra. “Então, chefe, eu preciso tirar o resto do dia de folga… diante de tudo que aconteceu. Sei que não vai se incomodar.”

O maxilar dele se contraiu.

"Já falei pra não me chamar de chefe."

"E você precisa parar de fingir que é menos do que realmente é."

Ele bufou, segurou minha mão e me puxou suavemente.

"Eu vou te levar pra casa."

"Não, Nate, não é apropriado."

"Não me importo. Quero ter certeza de que você está bem e segura."

Tentei recuar, mas ele se inclinou, e o beijo veio inesperado. Não era possessivo como antes, era calmo, quente… quase um pedido mudo de desculpas pelo que o mundo estava fazendo conosco.

"Para de tentar fugir de mim, chaveirinho. Não vou deixar."

Revirei os olhos, bufando, mesmo sentindo o estômago revirar com aquele calor perigoso.

"Não pode fazer isso, é assédio, sabia?"

"Estou assediando minha namorada então? Só porque dei um beijo nela?" O olhar dele era divertido, enquanto eu… estava atônita.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Contratando um CEO como Acompanhante