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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 74

Nate Donovan

Meu sangue ainda fervia.

As palavras rabiscadas no papel ecoavam na minha cabeça como uma sirene, junto com aquela foto tirada na cara dura.

Puxei o celular do bolso e comecei a digitar para Enzo. Não ia perder tempo, queria rastrear, encontrar e esmagar quem tivesse feito aquilo.

Antes que eu enviasse, a mão dela pousou sobre a minha.

“Preciso ir pra casa.”

Levantei o olhar devagar, prendendo o dela.

“Pra casa que aparece nessa foto? Você não vai mesmo.”

O cenho dela franziu. “Nate, não começa. A minha mãe está lá. Não vou mudar a minha vida inteira por causa de uma falsa ameaça. Qualquer um pode ter tirado isso dai.”

Soltei uma risada seca. “Falsa? Você realmente acha que isso aqui parece falso?” Levantei o envelope, chacoalhando na frente dela. “Lúcia, eles vão atrás de você assim que você baixar a guarda. E se não percebeu… não foi só pra você. Foi pra mim também. A foto estava no meu carro. Eles querem me atingir usando você.”

Ela abriu a boca pra responder, mas eu já a puxava contra o meu peito.

“Para de ser cabeça dura, por favor. Se for preciso, eu levo você e a sua mãe pra outro lugar. Mas não posso… nem por um segundo… imaginar vocês lá, vulneráveis.”

Senti o corpo dela hesitar contra o meu, mas ela se afastou, mordendo o lábio.

“Não é simples assim. Eu preciso conversar com a minha mãe.”

“Vocês podiam ficar na minha casa por um tempo. Eu tenho quartos, seguranças. Vocês ficariam seguras e bem instaladas.”

Ela soltou um riso curto, quase debochado. “Definitivamente não.”

Meu maxilar travou. “Por que não, Lúcia? Qual o problema?”

“O problema, Nate…” ela ergueu o queixo, firme “é que você não está percebendo o que está fazendo. Nós não somos nada um do outro. A gente só estava ficando, sem compromisso. E agora você quer que eu vá morar com você? Ficou louco?”

Ela deu um passo pra trás, e eu fui atrás, encurtando a distância.

“É isso que era, então? Sem compromisso?” Minha voz saiu baixa, mas carregada. “Bom saber. Porque eu achei que estava surgindo alguma coisa entre a gente. Mas se é assim… ok. Só não vou ficar tranquilo sabendo que você e sua mãe estão correndo risco por algo que eu causei.”

Ela ergueu o olhar, desafiadora. “Eduardo era um problema meu, e eu que te envolvi nisso.”

Soltei um riso curto, sem humor. “Ele seria um problema pra mim de qualquer jeito, no momento em que eu decidi comprar a DRTech. Então apenas unimos força para instigá-lo ainda mais.”

O olhar dela vacilou por um segundo. Ela cruzou os braços. “O que o Enzo quis dizer com ‘você já está destruindo o Eduardo’? O que você fez pra ele estar com tanta raiva assim de você?”

Eu respirei fundo, forçando minha voz a ficar estável. “Não é hora pra isso.” Dei um passo em direção ao carro. “Vamos sair daqui, Lúcia. Agora. Não é seguro pra nenhum de nós.”

Ela ficou imóvel por um segundo, e eu vi nos olhos dela que não estava convencida. Mas quando ergui a mão para abrir a porta do Porsche, percebi o que ainda estava preso ao vidro do passageiro.

Um segundo envelope.

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