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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 75

Lúcia Mendes

Assim que fechei a porta atrás de mim, encostei as costas nela e respirei fundo. Meus dedos tremiam, e não era só pelo impacto de ter visto a foto da pequena Eliza. Era o peso de perceber que as coisas tinham ultrapassado qualquer limite.

"Filha?" ouvi a voz dela vindo da sala, carregada de preocupação.

Olhei e a vi parada no corredor. O rosto de Maria mudou assim que seus olhos encontraram os meus.

"Meu Deus…" ela veio rápido, segurando meu rosto com cuidado. "O que aconteceu? Quem fez isso com você?"

Apertei um sorriso, tentando parecer convincente. "Eu caí lá na empresa. Foi só um acidente bobo."

Ela estreitou os olhos. "Isso não parece acidente. Tá com marcas no rosto, no braço…"

"Mãe… você sabe como eu sou desajeitada." Forcei um tom leve. "Tropecei, bati na parede e caí da escada. Já estou bem. Foram apenas escoriações, nada grave."

Ela não respondeu de imediato, mas o olhar dizia que não estava comprando a história.

"Vou pegar um remédio pra dor." Ela virou para a cozinha.

"Não precisa, já tomei na empresa." Segurei seu braço de leve. "Vou só subir e descansar um pouco, tá?"

Maria suspirou, me olhando mais alguns segundos. "Você sabe que pode me contar qualquer coisa, não sabe?"

Meu coração apertou. "Sei, mamãe. Mas não é nada, eu juro. Só tropecei nos meus dois pés esquerdos."

Ela assentiu devagar, mas não parecia convencida. Eu não podia deixá-la entrar nisso, não com a saúde tão frágil.

Subi para o meu quarto e fechei a porta. Caminhei até a janela e, quando afastei a cortina, lá estava ele: o Porsche amarelo ainda parado em frente à casa.

Nate não tinha ido embora.

Por um instante, meus olhos o buscaram pelo vidro fumê. Não consegui ver nada, mas senti que ele estava lá, observando. Uma lágrima solitária escapou antes que eu pudesse evitar.

Afastei-me da janela e me joguei na cama. Fiquei olhando para o teto, tentando entender como tudo tinha saído do controle tão rápido. Ontem mesmo eu estava… feliz. Sonhando com a possibilidade de um relacionamento saudável. E agora, esse relacionamento parecia pior que o anterior, não por ele, que era um príncipe, mas pela situação sufocante.

O celular começou a vibrar dentro da bolsa. Meu coração disparou quando vi o nome dele na tela. Pensei em não atender, mas meus dedos se moveram antes que eu pudesse impedir.

"Alô?"

Do outro lado, silêncio por dois segundos, até a voz dele surgir, baixa e rouca:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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