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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 8

Lúcia Mendes

O silêncio da sala me sufocava.

O senhor Jones me entregou o contrato e o li com calma, analisando cada detalhe. Tudo que eu sempre quis, estava ali, nas minhas mãos. Mas não exatamente.

Respirei fundo e encarei David Jones.

"Só pra ter certeza..." Minha voz saiu tensa. "Esse contrato inclui ele? Como... meu assistente?"

David ajeitou o blazer sem pressa.

"Sim. Esse é o acordo. Você só fica com o cargo se ele for seu assistente. Está tudo aí, preto no branco."

Engoli em seco, sentindo meu estômago revirar. Olhei de canto para Nate.

Ele estava recostado com aquele sorriso preguiçoso, os olhos cinza brilhando como se se divertisse com cada segundo do meu constrangimento.

"E então?" David insistiu, com aquela calma gelada. "Está dentro ou fora, senhorita Mendes?"

Eu apertei a caneta com força. Minha respiração estava irregular. Deus, como eu ia trabalhar com ele? Depois da noite passada? Depois de tudo?

Nate deu um passo à frente, os ombros largos projetados, e olhou para David.

"Aonde eu assino?"

David estendeu outro papel pra ele sem hesitar. Nate pegou, leu rápido, e assinou com um floreio relaxado. Aquilo me deu vontade de gritar.

Eu respirei fundo. Tremi. Mas não podia hesitar mais.

Eu não tinha qualquer escolha.

Peguei a caneta com a mão trêmula. Assinei.

David sorriu, satisfeito.

"Bem-vindos à DRTech." Ele bateu palmas uma vez, seco. "Em alguns minutos vou chamar todos para apresentá-los oficialmente."

Meus olhos se arregalaram.

"Apresentar...?" Minha voz saiu um sussurro horrorizado.

"Sim. A equipe precisa saber quem manda agora." David consultou o relógio. "Você tem... sei lá, uns dez minutos."

O pânico gelou minhas veias.

Nate me avaliou dos pés à cabeça, e o sorriso dele se alargou num sarcasmo quase gentil.

"Acho melhor você ir até o banheiro." Ele inclinou o rosto, os olhos prendendo os meus com diversão. "De verdade? Você tá com cara de quem foi atropelada por um caminhão."

Bufei de indignação, sem ter nada para rebater. Eu devia estar mesmo um lixo.

David estendeu a mão na direção do corredor.

"À esquerda. Última porta. Fique a vontade."

Eu me levantei devagar, sentindo a alma voltar para o corpo depois de tudo que tinha acontecido naquela manhã. Empurrei a porta com força e saí sem olhar para trás, mas isso não me impedia de sentir os olhos dele cravados em mim.

O banheiro era amplo e claro. O cheiro caro de sabonete líquido contrastava com a minha aparência.

Larguei a bolsa na pia e fui direto para o espelho.

Meu reflexo me fez congelar.

Cabelo despenteado, fios soltos escapando do coque frouxo. Maquiagem borrada pelo choro. Batom derretido. Uma mancha de lama seca na lateral da calça.

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