Douglas sempre foi muito protetor com a irmã, pois Lucinda sofrera um acidente na infância.
Assim, a inimizade entre ele e Rodrigo foi selada.
A boca daquele grande advogado não proferia nada de bom, e a boca de seu irmão fora banhada em veneno desde o berço. Amigos em comum nem ousavam convidar os dois para a mesma festa.
— Advogar para a Julieta... Ele quer ser um advogado transacional ou um advogado de transa? — Rodrigo zombou. Ele nunca ouvira dizer que Douglas fosse alguém tão prestativo.
Ninguém acreditaria que não havia nada entre eles.
Alice comentou:
— A Julieta também é incrível, dois homens girando em torno dela.
Inês: — Onde tem lixo, a mosca senta.
Os dois irmãos olharam para ela simultaneamente, surpresos por ela usar tal linguagem, e ainda por cima com tanta precisão.
Inês olhou para os dois:
— É um ditado da minha terra.
Rodrigo: — Você tem boca, use-a mais.
Alice assentiu em concordância.
Inês murmurou um “hum”. Antigamente, diante da Família Rocha, ela aceitava tudo por amor.
O amor foi desgastado, e a tolerância acabou junto.
O carro chegou primeiro à Mansão Serra Sul 9.
Inês desceu, atravessou o amplo jardim e viu a Sra. Silveira parada à porta, sorrindo de orelha a orelha.
— Sra. Jardim, você voltou.
— Sra. Silveira? O que faz aqui? — Inês estava confusa, mas desbloqueou a porta com a digital e a chamou para entrar imediatamente.
A Sra. Silveira limpou as mãos no avental, abriu um sorriso largo e disse:
— Sra. Jardim, fui designada para cuidar da sua alimentação e do seu dia a dia.
Inês: — ?
Ela ia perguntar o que aquilo significava, mas o sentido já era óbvio. Então perguntou:
— Ideia de quem? Do Diretor Simões?
A Sra. Silveira assentiu.
— Sra. Jardim, é a primeira vez que vejo o patrão se preocupar tanto com alguém.
Aquela estrutura de frase e tom familiares...
A Sra. Silveira falava com paixão.
Inês, cética, perguntou:
— É mesmo?
Sra. Silveira: — É sim! Sra. Jardim, tenha piedade, não posso perder este emprego.
Inês realmente se preocupou com a possibilidade de a Sra. Silveira perder o emprego, então acabou concordando.
— Desculpe pelo trabalho, Sra. Silveira.
— Não é trabalho nenhum, imagina. — A Sra. Silveira instalou-se num pequeno quarto no térreo e, assim que fechou a porta, pegou o celular para reportar a Rodrigo.
— Relatório para o patrão: já me infiltrei no território da futura patroa.
Rodrigo, ao receber a ligação: — ...
— Eu mandei você para cuidar dela, não para ser espiã.
— Sério? Patrão, então no futuro, coisas como a Sra. Jardim estar triste, eu não preciso reportar?
Rodrigo: — Retire o que eu disse.
Sra. Silveira: — Entendido, patrão.

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