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DE REPENTE 30 e o presente foi um filho para o meu chefe. romance Capítulo 49

Archie Simons –

Eu fui pego de surpresa quando Sabrina me ligou dizendo que estava na cidade.

Eu havia acabado de sair de uma reunião sobre os novos projetos futuros e confesso que nem assim, consegui manter a cabeça no lugar.

“Eu precisava ceder” – Era tudo o que eu estava pensando, ao relembrar das palavras de Olívia.

E confesso que, aceitar aquele café era para como uma pausa por alguns minutos; eu iria rever uma amiga querida e me distrair um pouco. Assim, poderia ter notícias de como estava o outro hotel que deixei na responsabilidade dela.

Dirigi até o restaurante, tendo a impressão de ver alguém conhecida dentro de um carro parado no trânsito local.

—Olívia? – Me questionei como um pensamento alto, tirando o telefone de dentro do bolso para a ligar.

Eu me preocupei; tive medo de que algo tivesse acontecido.

Respirei fundo algumas vezes, hesitando de ligar e então, guardei o celular, parando em frente ao Plaza café.

Desci do carro depois de estacioná-lo e me movi a entrada do lugar, mas antes de entrar, meu celular tocou me fazendo voltar para trás para atender.

Era ela!

—Precisamos conversar. Onde você está agora? Eu vou até você! – Disse ela me fazendo vincar as sobrancelhas. Aquilo foi estranho e repentino.

Soltei um suspiro e então a respondi.

—No Plaza café! – Falei desligando em seguida. Espero que ela tenha entendido para me encontrar aqui. Eu seria capaz de largar tudo para falar com ela.

Fiquei mais alguns instantes encarando o celular; quem sabe ela retornaria me perguntando se poderia vir ou tomaria a decisão de vir até mim?!

Espero ter deixado claro que eu estava disposto a isso.

Puxei o ar em meus pulmões e ajeitei meu terno, entrando no café.

Sabrina estava sentada na janela; ela sabia bem da vista que eu mais apreciava.

O vitrô enorme, dava uma vista silenciosa da cidade, onde todo o caos que acontecia lá fora era completamente abafado pela melodia de piano ao fundo.

—Já pediu?

—Oi querido, estava te esperando. Quer que eu vá fazer o pedido? – Perguntou ela com um sorriso meigo.

—Não, eu mesmo vou. Me espere aqui que logo teremos uma convidada! – Falei soltando um riso de volta, caminhando até o balcão.

Olívia gosta de Macchiato de caramelo; fui animado pedir um para ela. Quem sabe os pequenos detalhes voltasse a encantá-la.

Sorri fraco pensando em como ela ficava feliz quando essas coisas aconteciam antes; eu deveria ter insistido em encontrá-la para saber o que ouve.

E foi nesse momento que o arrependimento bateu.

Peguei o celular de dentro do bolso, olhando a tela enquanto voltava para mesa e de repente, vi Sabrina encarar fixamente a janela com uma expressão de satisfação.

E foi naquele momento que meu coração se apertou.

Olivia estava a olhando de volta e não percebeu quando estava prestes a ser atropelada.

Senti meu corpo gelar e sem pensar, sai correndo de lá, mesmo sabendo que não chegaria a tempo eu ainda tinha que tentar.

E foi quando aconteceu. Uma freada, pessoas gritando e buzinando e o corpo dela indo ao chão.

Eu não sabia o que fazer e nem por onde começar. Só sabia deixar a culpa ocupar minha mente e me corroer.

—Foi tudo culpa minha! – Falei sem pensar ouvindo o socorrista me olhar.

—O que disse? Tentou matar sua esposa?

—Não! Eu jamais faria isso! – Falei o olhando assustado. —Eu pedi para ela vir até mim e de repente tudo aconteceu. Nosso filho, o que faço?

—Senhor precisa se acalmar! Depois que chegarmos ao hospital, poderá tomar as atitudes cabíveis. Enquanto isso, mantenha o controle para passar tranquilidade para ela. Ela está sofrendo também! – Disse ele com coerência tentando me acalmar.

Respirei fundo e segurei a mão dela sentindo-a gelada.

—Amor, aguente firme. – Falei sentindo o veículo parar e então, a porta foi aberta. Os médicos pegaram a maca apressados e a levaram para dentro.

Assim que desci da ambulância, uma policial veio até mim.

—Senhor, encontramos o celular dela. Acho que iria querer ficar com isso.

—Obrigado! – Falei vendo o aparelho completamente destruído, mas ainda funcionando, já que ele tocou bem na minha mão.

—Alô? – Perguntei confuso ouvindo uma voz rouquenha do outro lado da ligação.

—Por que está com o telefone da minha neta? Onde ela está?

—Eu sinto muito! - Falei falho, sentindo o medo me tomar.

Ela então respondeu.

—Onde ela está? Eu quero vê-la!

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