Archie Simons –
Eu não entendia o que ela estava querendo me dizer; Sabrina foi por anos meu braço direito nos negócios.
Eu estava perdido, mas de uma coisa eu tinha a certeza: Se Alice que estava sempre com Olívia, estava me dizendo aquilo com seriedade, eu deveria ouvi-la.
—Me ajude! – Pedi a vendo abrir os olhos mais que o normal, me olhando confusa.
—Com o quê? O que quer de mim agora? – Perguntou ela me vendo no fundo do poço.
—Alice, eu quero ser uma pessoa melhor para a sua amiga. Quero ser bom o suficiente para cuidar dela e do Aron. Por favor, me ajude a conseguir isso.
—Vai depender muito! – Disse ela me deixando confuso.
—Com o quê? O que quer dizer com isso? – Perguntei mostrando-me desentendido.
—Por mim eu te colocaria para fora desse hospital.
—Eu sei disso. Por isso estou tentando pedir a sua ajuda, não mais sair do lado dela.
—Isso parece bom, mas ainda vou te vigiar. Faça por merecer ou eu mesma proíbo sua entrada nesse lugar. Agora vá embora e vê uma forma de manter o filho dela ao seu lado. Se não, seu esforço será perdido. – Disse ela com arrogância e sinceridade.
—Obrigado Alice. Vejo que não tenho que conquistar somente os dois, como você também e não se preocupe, eu farei isso. – Falei dando de costas para ela e me retirando de lá.
Eu queria ficar, mas tinha Aron em casa nos esperando.
Chamei um táxi de volta para casa e no meio do caminho fiquei pensando em como inventar uma desculpa para Aron. Sei que Olívia iria dizer a verdade, mas de uma forma sem o machucar.
O que eu deveria fazer então? – Perguntei me sentindo perdido.
Cheguei em casa e a primeira coisa que fiz ao entrar na casa foi ir direto ao quarto do pequeno.
Assim que abri a porta, vi a babá sentada na cadeira ao lado da cama, lendo para ele.
Aron estava adormecido e com um semblante de choro.
—O que aconteceu? – Perguntei em fora de sussurro a vendo se levantar.
—Senhor, hoje ele não parou de chorar perguntando pela mãe. Fiquei até com medo de que algo tivesse acontecido, ele estava tão cabisbaixo! – Disse ela me orientando.
—Obrigado pelo seu trabalho! Ficarei com ele essa noite! – Falei a vendo se afastar e então, ela se virou para me olhar.
—Senhor, onde está a senhora Simons?
—Ela está em uma viagem! – Menti a vendo assentir com a cabeça e se retirar. Me deitei ao lado dele e o acariciei os cabelos enquanto o via adormecer.
Aron parecia dormir tranquilo, mas o seu semblante de choro mostrava o conflito que estava em seus sentimentos. Mesmo sendo tão pequeno, aquela criança era inteligente demais para perceber as coisas.
Ele era como a mãe dele.
Naquele instante meus pensamentos voltaram ao acontecido de antes. Eu não conseguia parar de pensar naquele acidente. A culpa por tê-la a chamado até mim estava me corroendo.
—Sim senhor. Ainda bem que me avisou antes que eu a atendesse. Ela está me ligando insistentemente.
—Então estou certo. Seja rápido, porque ela pode te alcançar! – Falei desligando a ligação e caminhando até a cama para cobrir Aron.
Assim que sai, vi que Sabrina também me ligava e confesso que já esperava por aquilo.
Imediatamente atendi a ligação, ouvindo-a aflita.
—Querido onde está? Estou na frente da sua casa.
—Eu não estou em casa. – Respondi de imediato, caminhando até as escadas. De lá eu poderia ver quem se aproximava da porta.
E foi então que vi o quanto aquela mulher era perigosa; ela estava tentando entrar, conferindo se a maçaneta estava aberta.
A tranca digital apitou algumas vezes mostrando o erro da senha e então, tampei o microfone para que ela não percebesse a mentira.
—Sabrina quero te pedir algo!
—Pode dizer amor!
—A partir de hoje, não vá mais ao hospital e não apareça sem avisar. Se quiser falar comigo, que seja longe da minha família. Apenas nós dois!
—Por que de repente? - Perguntou ela com desconfiança e então, pensei em uma resposta rápida.
—Já está na hora de mudarmos o nível dessa amizade!

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Os comentários dos leitores sobre o romance: DE REPENTE 30 e o presente foi um filho para o meu chefe.