Archie Simons –
Eu ouvi Olívia resmungar enquanto dormia; ela parecia reviver acena do acidente.
O que mais me deixava confuso, era o fato de a ouvir chamar meu nome algumas vezes e outras ela chamava o de quem eu já esperava.
“Sabrina, não!” – Dizia Olivia enquanto estava adormecida.
Foram dois dias assim; ela teve o que os médicos chamavam de “transtorno de estresse pós-traumático” o que também estava ligado a amnésia dissociativa que Olívia estava sofrendo.
Devido ao choque, Olívia se recusava em acordar e aquilo nos preocupou. Até que eu a ouvi resmungar algo e ao me virar a vi alisar a cabeça.
—Até que enfim você acordou! – Falei soltando um respiro de alívio, indo até ela.
Olívia me olhou confusa e em seguida, levou os olhos para os lados, mostrando-se confusa.
—O que houve? – Perguntou ela, voltando a alisar a cabeça; acho que doía.
—Você se sentiu mal e parecia dormir profundamente. – Falei respirando fundo. —Profundamente por dois dias!
—O quê? -Perguntou Olívia, mostrando-se assustada. —Por dois dias? Por que me deixaram adormecer por tanto tempo?
Eu então, sorri.
—Bom, não tinha o que ser feito. Os exames só alegaram um tipo de estresse. Já tentamos te cutucar, te chamar, beliscar seus pés e nada. Faltou só o beijo, mas quando eu ia dar você acordou. – Falei a vendo corar.
—Eu sinto muito por estar te fazendo passar por isso! – Disse ela com um timbre de voz fraco, abaixando o olhar em seguida.
Aquilo me deixou atordoado; por que ela estava se desculpando?
Eu então, segurei o queixo dela a fazendo me olhar.
—Por acaso aconteceu algo antes de desmaiar? – Perguntei a vendo desviar o olhar e então a puxei de volta. —Olívia, por favor, não me esconda nada!
—Você não disse que traria seu filho para que eu o visse? – Perguntou ela, fugindo completamente do assunto.
Eu então, sorri fingindo cai na dela.
—Quer mesmo o conhecer? Ele está a horas na recepção esperando você acordar. Vou pedir que o tragam! – Falei me afastando dela e a dando as costas. Tirei me celular de dentro do bolso e quando estava prestes a ligar para Thomas, ele fez primeiro.
—Senhor, Sabrina não está mais no hotel!
—O quê? -Perguntei assustado, me virando para olhar Olívia, enquanto ouvia Thomas com sua explicação.
—Ela havia entrado na sauna e enquanto isso o segurança dela foi chamado para o quarto, para uma investigação de suspeita de entorpecentes. Quando ele voltou ela não estava lá mais.
—Encontrem-na! – Falei entre dentes rosnando ferozmente e então, desliguei a ligação vendo os olhos de Olívia sobre mim com tensão.
—Acontece alguma coisa? – Perguntou ela, mostrando-se preocupada.
—Só um problema no trabalho e preciso voltar imediatamente. Vamos ter eu deixar a visita de Aron para depois.
—Aron! Eu gosto muito desse nome! – Disse ela com um sorriso fraco, mudando o olhar para algo incentivador em seguida. —Vá depressa. Deixa que eu me cuido aqui!
Ele estava bem próximo e eu estava bem atento, tendo a certeza de que o local não oferecia riscos para o meu filho.
De repente, ouvi um suspiro de May.
—É o culpado, certo? – perguntou ela, tomando minha atenção.
—O quê? – Perguntei a olhando. Ela então sorriu com ironia.
—Filho, eu sou velha, mas não sou cega. E além de enxergar com os olhos, enxergo com o coração. Estou vendo o que está fazendo pela minha neta e pelo filho de vocês. Saiba que já tem minha aprovação.
—Obrigado, senhora Bianchi! – Falei soltando um respiro profundo, voltando a encarar Aron. —Sabe de uma coisa? Estamos muito perto de confirmar os verdadeiros culpados por esse acidente. Eu não vou deixar ninguém sair impune dessa! – Falei a vendo sorrir.
—Sei que não e é por isso que não me preocupo tanto. Você está se saindo bem na missão de nos proteger e conquistar Olívia novamente.
—A senhora acha? – Perguntei a vendo sorrir novamente e encarar Aron.
—Olhe para ele. Aron o reconhece como pai. Da mesma forma que Olívia é a heroína dele, você também será. – Disse ela com sinceridade, me tranquilizando.
—Obrig...- Eu estava prestes a agradecer, quando meu celular tocou com o número do hospital na tela.
Atendi imediatamente.
—Alô? – Perguntei ouvindo uma voz feminina em seguida.
—Senhor Simons, algo aconteceu, venha depressa!

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Os comentários dos leitores sobre o romance: DE REPENTE 30 e o presente foi um filho para o meu chefe.