Archie Simons –
Dirigi até o hospital com rapidez e assim que entrei pela porta do quarto, vi que o lugar estava vazio.
De repente, um desespero começou a tomar conta de todo meu corpo, sufocando e entorpecendo todos os meus sentidos.
Eu nunca havia me sentido daquela forma antes.
De repente, uma enfermeira passou por mim segurando uma bandeja de prata e então eu a parei.
—Ei, por favor onde está Olívia Bianchi que estava nesse quarto? – Perguntei a vendo torcer os lábios.
—Sinto muito senhor, ela subiu para a UTI! Vou chamar o responsável pelo setor para que lhe dê mais informações, com licença! – Disse ela se retirando.
—UTI? – Perguntei em forma de pensamentos gritantes, sentindo meu corpo congelar de pavor. Foi então que ouvi alguém chamar pelo meu nome.
—Senho Simons! – Disse uma mulher, tomando minha atenção. Ela respirou fundo e veio em passos firmes até mim.
—A senhora é a? – Perguntei arqueando a sobrancelha e apontando par dentro do quarto. Ela então me interrompeu.
—Sou Ava, a enfermeira do andar. Tivemos uma intercorrência e nesse exato momento, todo o quadro de funcionários está sendo analisado.
—Intercorrência? E o que os funcionários têm a ver com isso? – Perguntei a vendo tocar no meu ombro e me olhar com os olhos sérios.
—O senhor poderia me acompanhar até a sala da coordenação para conversarmos, por favor?
Assim que ela disse aquilo, senti o quão sério era o assunto e então a segui.
Passamos pela porta um depois do outro, encontrando um homem e dois policiais ao redor da mesa dele. De repente, o homem engravatado se levantou de seu acento e me estendeu a mão.
—Senhor Simons, sou Kall Stuart, o diretor do hospital. Por favor sente-se.
—O que está acontecendo aqui e por que tanta formalidade? – Perguntei enquanto intercalava meu olhar em todos eles.
E de repente, o diretor se manifestou.
—Senhor Simons, as vinte horas dessa noite, uma enfermeira foi até o quarto de Olívia para ver os sinais vitais, encontrando-a em um choque anafilático.
—O quê? – Perguntei mostrando-me assustado. —Como assim? O que houve?
—Ainda não sabemos! – Disse Ava com um tom de lamento.
Eu então, me levantei da cadeira e os olhei com ira.
—Alguém poderia me dizer o que está havendo?
—Por favor, acalme-se senhor! – Disse um dos policiais, tentando me sentar novamente naquela cadeira.
E então, um suspiro pesado foi ouvido de Kall, que logo começou a falar.
—Olívia sofreu uma reação devido a uma medicação que ela tomou. Ela tem uma alergia, o eu provavelmente ocasionou o choque anafilático. Estamos verificando as imagens da CCTV para ver se encontramos a enfermeira responsável pela medicação errada.
Assim que enchi minha mente de perguntas sem explicações, sai daquele andar, procurando em todos os outros, qualquer pista que me levasse até ela.
Ninguém é perfeito para não deixar ao menos uma pista e eu encontraria todas elas. – Pensei me movendo até o andar de baixo.
E rodei em praticamente todos em busca de uma pontada de esperança. E de repente, vi uma mulher de cabelos longos loiros sair de um corredor com rapidez, caminhando sem olhar para trás.
—Achei você! – Resmunguei serrando os dentes, vendo-a entrar no elevador. E antes que a porta fosse fechada, corri para dentro da caixa metálica, empurrando a mulher com toda força a encostando na parede do lugar.
—O que pensa que está fazendo? – Perguntei com fúria enquanto mantinha a garganta dela na minha mão.
—Socorro, por favor me solte! – Disse a mulher com dificuldade e ao ver que a voz não coincidia com a de Sabrina, eu a soltei.
—Me desculpa, achei que fosse uma conhecida. Sinto muito! – Falei limpando a garganta com um pigarro e assim que me encostei na parede vendo as portas se fecharem, eu a vi!
Era ela, com toda certeza era Sabrina.
Ela soltou um riso desafiador e ao me mover para atacá-la, vi que não dava mais tempo.
Desci no andar acima, voltando pelas escadas para encontrá-la. Assim que entrei pelas portas do auditório, lá estava ela, de costas para mim.
—Sabrina! – Rosnei a encarando, tentando conter minha fúria.
—Sentiu a minha falta, gatão?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: DE REPENTE 30 e o presente foi um filho para o meu chefe.