Meu coração deu um salto, e eu fechei o notebook apressadamente.
Augusto entrou no quarto devagar, com o rosário enrolado em sua mão direita, exibindo a mesma frieza elegante de sempre.
Ele lançou um rápido olhar para o notebook, mas, felizmente, não pareceu desconfiar de nada.
— Precisamos conversar. — Ele disse, sentando-se à minha frente.
Eu estava tão esgotada como nunca antes. Apenas assenti e respondi com um tom cansado:
— Certo, vamos conversar.
Augusto ignorou completamente o que Mônica e Laís haviam feito na noite anterior. Não houve desculpas, nenhuma explicação. Em vez disso, ele falou com frieza:
— Não quero que algo como o que aconteceu na capela volte a se repetir. Você é adulta e precisa aprender a controlar suas emoções.
Minha mão, que estava pousada ao lado do corpo, se fechou em um punho. Encarei-o e perguntei:
— E você? Quando me agrediu, quando levantou a mão contra mim, você estava controlando suas emoções?
Augusto respondeu sem hesitar:
— Naquele momento, você estava machucando Laís. Eu só queria que você se acalmasse.
Todas as minhas emoções — raiva, mágoa, ressentimento — se transformaram em puro cansaço.
— Augusto, por favor, saia. — Minha voz quase implorava. — Estou cansada, só quero dormir. Pode me deixar em paz? Eu não aguento mais.
Por que, depois de terem destruído a coisa mais preciosa para mim, eles ainda sentiam a necessidade de me ferir mais?
Os olhos de Augusto pousaram na caixa de cinzas ao meu lado. Ele estendeu a mão, hesitante, como se quisesse tocá-la. Mas, antes que pudesse alcançar, eu a afastei. Sua mão ficou suspensa no ar.
Olhei para ele e disse:
— Augusto, você não é digno.
A expressão dele endureceu, e uma leve sombra de raiva surgiu em seu rosto. Mas ele não falou nada. Apenas deu meia-volta e saiu do quarto.
…
Na manhã seguinte, o som de risadas ecoava pela sala de estar da mansão.
Laís estava brincando de esconde-esconde com algumas jovens empregadas. Seus rostos eram novos para mim. Eu nunca tinha visto aquelas garotas antes.
Perguntei a Ana, e ela explicou que Augusto tinha contratado aquelas empregadas apenas para entreter a "pequena princesa".
A tragédia da noite anterior, a caixa de cinzas da minha filha quebrada, parecia nunca ter acontecido. A única pessoa que ainda sentia a dor disso tudo era eu.
Olhei para Augusto, que estava sentado no sofá. Ele girava o rosário entre os dedos, mas seus olhos seguiam Laís atentamente.
Minhas memórias me levaram de volta ao passado. Havia um tempo em que Augusto me tratava com o mesmo cuidado e atenção que agora dedicava àquela menina.
Além disso, minha anemia parecia ter piorado. Minha cabeça ficava girando, e minhas pernas pareciam feitas de algodão.
Nesse momento, uma empregada trouxe outra bandeja, dessa vez com um café da manhã infantil: presunto, ovos fritos e camarões cozidos.
Os olhos de Laís brilharam ao ver a comida. Ela começou a comer com entusiasmo, claramente adorando cada pedaço.
Augusto passou a mão pela cabeça dela, com um gesto de carinho, e disse:
— Coma devagar. Ninguém vai tirar sua comida.
De repente, Laís fez um biquinho e pediu:
— Papai, será que a mamãe também pode comer carne como eu? Por favor?
Ela juntou as mãos, como se estivesse rezando, e começou a implorar com uma voz manhosa.
O rosto sempre sério de Augusto suavizou, e um leve sorriso apareceu.
— Está bem, eu deixo.
— Papai, você é o melhor! — Laís inclinou-se e deu um beijo no rosto dele.
Eu fiquei observando aquela cena, imóvel. Não consegui evitar imaginar: se minha filha ainda estivesse viva, será que Augusto a trataria com o mesmo carinho?
Mas essa era uma pergunta para a qual eu nunca teria resposta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Cara, sinceramente... Estava amando a história... Mas a autora está enchendo muito linguiça... Uma história ficando sem fim e perdendo a essência... Está ficando longa demais, perdendo sentido e deixando a plataforma desacreditada. Último livro que leio....
Nao gasto nem mais 1€ com este livro...
A autora quer deixar augusto de bonzinho, mas não dá, ele é muito sem futuro....
A história fica meio enrolada,Mônica teve uma filha com o irmão da Débora,e Autora deixa a história no ar. Alice aparece e desaparece sem ter nenhuma fala dela Mae da Débora viva ,como assim? Quem realmente é a filha da Débora e Augusto, lais ou Rafaela? Que história mais enrolada....
esse livro esta parecendo mas uma história de tortura do que de romance, essa pobre da Débora não tem um minuto de sossego...
Tá bom de liberar mas episódios e manda augusto pra porra affff e desenrola Thiago e Débora...
AUTORA SOMOS UMA PIADA PARA VOCÊ? 🤡 Alguém demite essa mulher! QUE PALHAÇADA VIROU ESSE LIVRO. Anda 10 passos, volta 9🤡...
Nossa , ela vai voltar com o Augusto de novo .. nossa que chatisse tá virando isso...
Não serve pra ser aurora não, um chove não molha sem sentido nenhum...
Muito enrolado esse livro...