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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 12

Meu coração deu um salto, e eu fechei o notebook apressadamente.

Augusto entrou no quarto devagar, com o rosário enrolado em sua mão direita, exibindo a mesma frieza elegante de sempre.

Ele lançou um rápido olhar para o notebook, mas, felizmente, não pareceu desconfiar de nada.

— Precisamos conversar. — Ele disse, sentando-se à minha frente.

Eu estava tão esgotada como nunca antes. Apenas assenti e respondi com um tom cansado:

— Certo, vamos conversar.

Augusto ignorou completamente o que Mônica e Laís haviam feito na noite anterior. Não houve desculpas, nenhuma explicação. Em vez disso, ele falou com frieza:

— Não quero que algo como o que aconteceu na capela volte a se repetir. Você é adulta e precisa aprender a controlar suas emoções.

Minha mão, que estava pousada ao lado do corpo, se fechou em um punho. Encarei-o e perguntei:

— E você? Quando me agrediu, quando levantou a mão contra mim, você estava controlando suas emoções?

Augusto respondeu sem hesitar:

— Naquele momento, você estava machucando Laís. Eu só queria que você se acalmasse.

Todas as minhas emoções — raiva, mágoa, ressentimento — se transformaram em puro cansaço.

— Augusto, por favor, saia. — Minha voz quase implorava. — Estou cansada, só quero dormir. Pode me deixar em paz? Eu não aguento mais.

Por que, depois de terem destruído a coisa mais preciosa para mim, eles ainda sentiam a necessidade de me ferir mais?

Os olhos de Augusto pousaram na caixa de cinzas ao meu lado. Ele estendeu a mão, hesitante, como se quisesse tocá-la. Mas, antes que pudesse alcançar, eu a afastei. Sua mão ficou suspensa no ar.

Olhei para ele e disse:

— Augusto, você não é digno.

A expressão dele endureceu, e uma leve sombra de raiva surgiu em seu rosto. Mas ele não falou nada. Apenas deu meia-volta e saiu do quarto.

Na manhã seguinte, o som de risadas ecoava pela sala de estar da mansão.

Laís estava brincando de esconde-esconde com algumas jovens empregadas. Seus rostos eram novos para mim. Eu nunca tinha visto aquelas garotas antes.

Perguntei a Ana, e ela explicou que Augusto tinha contratado aquelas empregadas apenas para entreter a "pequena princesa".

A tragédia da noite anterior, a caixa de cinzas da minha filha quebrada, parecia nunca ter acontecido. A única pessoa que ainda sentia a dor disso tudo era eu.

Olhei para Augusto, que estava sentado no sofá. Ele girava o rosário entre os dedos, mas seus olhos seguiam Laís atentamente.

Minhas memórias me levaram de volta ao passado. Havia um tempo em que Augusto me tratava com o mesmo cuidado e atenção que agora dedicava àquela menina.

Além disso, minha anemia parecia ter piorado. Minha cabeça ficava girando, e minhas pernas pareciam feitas de algodão.

Nesse momento, uma empregada trouxe outra bandeja, dessa vez com um café da manhã infantil: presunto, ovos fritos e camarões cozidos.

Os olhos de Laís brilharam ao ver a comida. Ela começou a comer com entusiasmo, claramente adorando cada pedaço.

Augusto passou a mão pela cabeça dela, com um gesto de carinho, e disse:

— Coma devagar. Ninguém vai tirar sua comida.

De repente, Laís fez um biquinho e pediu:

— Papai, será que a mamãe também pode comer carne como eu? Por favor?

Ela juntou as mãos, como se estivesse rezando, e começou a implorar com uma voz manhosa.

O rosto sempre sério de Augusto suavizou, e um leve sorriso apareceu.

— Está bem, eu deixo.

— Papai, você é o melhor! — Laís inclinou-se e deu um beijo no rosto dele.

Eu fiquei observando aquela cena, imóvel. Não consegui evitar imaginar: se minha filha ainda estivesse viva, será que Augusto a trataria com o mesmo carinho?

Mas essa era uma pergunta para a qual eu nunca teria resposta.

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