Mônica, como se tivesse lembrado de algo, disse:
— Laís, entre no carro primeiro. Vou falar umas palavrinhas com a Débora.
Laís obedeceu sem questionar e entrou no carro.
Mônica então se aproximou de mim, com um sorriso cheio de cinismo, e disse:
— Débora, viu só? Esses anos todos cuidando da Laís valeram muito a pena. Não importa o que você faça, basta eu estalar os dedos, e ela volta para o meu lado sem pensar duas vezes.
Eu segurei a vontade de expor aquela mulher na frente de todos. Precisava ter cautela para não estragar o momento certo de agir. Com um tom controlado, respondi:
— Já que a Laís confia tanto em você, espero que você realmente cuide bem dela. Pare de usar essas bobagens de “maldição” como desculpa para abandoná-la sozinha em casa.
Mônica soltou uma risada fria, acariciou a própria barriga e falou:
— Ah, mas o problema não é comigo! Minha sogra é que está obcecada com o bebê que eu estou esperando. Afinal, ela diz que ele é o futuro do Grupo Moretti. Eu até tentei conversar com ela, mas sabe como é… Ela não me escuta.
Por dentro, eu me perguntava como ela podia ser tão descarada.
Ela sabia muito bem que o bebê que estava esperando não era filho do Augusto, e mesmo assim tinha a audácia de falar com tanta confiança.
Será que ela não tinha medo de a família Moretti decidir fazer um teste de DNA?
Eu permaneci em silêncio, e Mônica, achando que tinha saído vitoriosa, sorriu com arrogância. Cercada pelas babás, anunciou:
— Débora, vou indo. Minha sogra fica nervosa quando eu passo muito tempo fora de casa.
Dizendo isso, ela caminhou em direção ao carro com uma postura teatral.
Rafaela, ao meu lado, lançou um olhar de ódio para as costas de Mônica e perguntou indignada:
— Por que essa mulher sempre te provoca? E ainda fala essas coisas sem sentido?
— Porque ela é louca.
Minha paciência já tinha acabado. Segurei a mão de Rafaela e a levei para dentro do carro.
...
Na manhã seguinte, fui acordada pelo toque insistente do celular.
A voz de Natália estava cheia de excitação:
— Débora, você não vai acreditar no que aconteceu! A Mônica perdeu o bebê!
— O quê? — Eu me sentei na cama de repente, completamente desperta. — Como você sabe disso?
Natália, ofegante, explicou:
Imediatamente, liguei para Natália e perguntei:
— Laís faltou à aula hoje?
Natália respondeu casualmente:
— A Mônica perdeu o bebê, a casa da família Moretti está uma bagunça. Quem é que vai lembrar de avisar sobre a falta dela?
— E por que você não me contou que ela não foi? — Perguntei, tentando controlar a impaciência.
— Débora, isso não é nada demais. Quando as coisas se acalmarem, ela volta para a escola.
Eu não tinha tempo para explicar minhas preocupações a Natália. Desliguei e, em seguida, liguei para Ana.
— Laís está em casa? — Perguntei, com o coração apertado.
Ana respondeu:
— Não. Ontem à noite ela nem voltou para cá. Parece que a levaram para a casa da família Reis. Por quê?
Naquele momento, tudo ficou claro para mim.
Agora eu sabia por que Mônica tinha vindo pessoalmente buscar Laís ontem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...