— Sim, é verdade.
Assim que eu terminei de falar, Rafaela se aproximou e disse com seriedade:
— Laís, eu também acredito em você!
Laís desabou, chorando alto como se todo o peso do mundo tivesse caído sobre seus ombros.
Eu entendia perfeitamente o motivo de ela estar tão destruída. Afinal, Laís realmente via Mônica como sua mãe.
Eu me lembrava claramente de como ela ficou feliz na noite anterior, quando Mônica veio buscá-la.
Agora, imaginava o tamanho da dor e da decepção que ela sentiu ao ser traída pela pessoa que mais amava.
Até ontem, Augusto e Mônica eram o mundo inteiro de Laís.
Mas hoje, esse mundo tinha desmoronado.
Ela era tão pequena e já tinha sido obrigada a enxergar toda a sujeira e crueldade do mundo dos adultos.
Nesse momento, o celular vibrou. Era Fabiana.
Eu atendi, pronta para questioná-la sobre o que tinha acontecido naquele dia, mas ela começou a gritar antes mesmo que eu pudesse dizer uma palavra:
— Débora, sua vagabunda! Essa criança que você colocou no mundo destruiu a vida da Mônica! Foi por causa dela que minha nora perdeu o bebê, e você ainda teve a audácia de invadir minha casa para levá-la embora? Eu juro que não vou perdoar você!
Eu apertei o botão de gravação no celular e perguntei, palavra por palavra:
— Os furos no braço da Laís foram feitos por você? E foi você quem a trancou no porão o dia inteiro, sem comida nem água?
— Fui eu, e daí? — Fabiana confessou sem o menor remorso, com a voz carregada de ódio. — Ela matou o meu neto! Eu já estou sendo boazinha por não tirar a vida dela em troca!
Eu encerrei a ligação, olhei para o braço de Laís, coberto de marcas de agulhas, e liguei para a polícia.
— Alô, eu gostaria de registrar uma denúncia. É um caso de abuso infantil.
Expliquei toda a situação no telefone, desde o começo até aquele momento. Os policiais chegaram rapidamente.
As marcas de agulha no braço de Laís, junto com a gravação da ligação, eram provas suficientes.
Dois policiais vieram até minha casa. Eles coletaram as evidências e fizeram algumas perguntas para Laís.
— O que você está pensando? Pode me contar? — Perguntei suavemente.
Laís limpou as lágrimas com as mãos e olhou para o chão, murmurando:
— Por que ela fez isso comigo? Por que mentiu? Ela realmente não é minha mãe…
Eu assenti, tentando não soar dura:
— Você já entendeu, né? Justamente porque ela não é sua mãe de verdade, ela jogou a culpa em você.
Laís levantou os olhos para mim, com as lágrimas ainda escorrendo, e perguntou:
— Mas você também não é a mãe de verdade da Rafaela. Por que você cuida dela tão bem? Só porque não é filho de sangue, a pessoa tem o direito de tratar os outros assim?
Por um momento, fiquei sem palavras. Não sabia como explicar. Não tinha certeza se ela entenderia.
Então, Laís me fez outra pergunta, uma que me atingiu como uma faca:
— Até hoje, eu não consigo entender. Por que você é a minha mãe de verdade, mas eu nunca te vi quando era pequena? Só depois que eu cresci foi que o papai me contou que você era a pessoa que me trouxe ao mundo…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...