Talvez minha depressão tivesse voltado.
Na manhã seguinte, depois de deixar as crianças no jardim de infância, dirigi até o hospital para consultar um psicólogo.
Já fazia muito tempo desde a última vez que procurei um especialista.
O médico ouviu tudo o que eu contei sobre os acontecimentos recentes, me ofereceu suporte psicológico e receitou remédios antidepressivos.
Assim que saí do consultório, vi Caetano, o assistente de Thiago, vindo em minha direção.
O que ele estava fazendo ali?
Quando Caetano me viu, seus olhos demonstraram um desconforto evidente. Ele parecia querer virar as costas e sair correndo.
Mas agora que estávamos frente a frente, ele não teve escolha a não ser me cumprimentar, visivelmente sem jeito:
— Débora... Isso... Que coincidência...
— O que você está fazendo aqui? — Perguntei, bloqueando seu caminho. Afinal, o único consultório naquela direção era justamente o que eu acabara de sair.
Caetano hesitou por alguns segundos antes de responder:
— Débora, olha... Eu não posso falar sobre isso. Por favor, não me coloque nessa situação.
Naquele instante, eu entendi tudo.
— É sobre mim, não é? Você veio falar com o meu médico. Está tentando acessar o meu prontuário.
Caetano suspirou, derrotado, e disse:
— Débora, eu realmente não sei o que aconteceu entre você e o Sr. Thiago, nem por que ele está ajudando o Augusto. Mas agora ele me pediu para conseguir seus registros médicos. Ele quer provas da sua depressão.
Meu coração afundou na mesma hora.
Talvez porque eu sempre enxerguei Thiago como um homem elegante e gentil, acabei esquecendo de quem ele realmente era.
O “demônio” do mundo jurídico. O tipo de advogado que transformava o errado em certo.
Eu dei um sorriso amargo e perguntei:
— Com as provas da minha depressão, ele pode argumentar que eu tenho problemas psicológicos e não sou apta a criar minha filha, não é isso?
Porque eu jamais faria algo assim.
Mesmo que eu já estivesse divorciada, eu nunca aceitaria ser amante de um homem.
...
Voltei para o trabalho e me forcei a focar nas tarefas.
Mas, recentemente, por causa do escândalo envolvendo o aborto de Mônica, até os colegas de trabalho estavam comentando sobre o assunto.
Durante o almoço no refeitório, Eduarda se sentou na minha frente, com um sorriso que parecia uma mistura de pena e sarcasmo.
— Parece que o Augusto finalmente decidiu se divorciar de você, né?
Afinal, naquela manhã, Augusto havia declarado publicamente que, independentemente de Mônica ter perdido ou não o bebê, ele assumiria a responsabilidade por ela e se casaria com ela.
Por isso, para Eduarda, era óbvio que Augusto já havia decidido se divorciar de mim.
No passado, enquanto Augusto quisesse se divorciar, não importava quem ele fosse escolher. Eu não ligaria se ele se casasse com outra, se eu tivesse que abrir mão dos bens ou até mesmo da guarda da minha filha.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Precisamos de um amor avassalador de Thiago e Débora e finalmente felizes...
Na melhor parte acaba o capítulo, pelo amor de Deus , escreve uma 20 por dia...
700 capítulos e a história não anda pra frente. A todos os novos leitores por aqui eu não recomendo de todo esta história...
700 paginas de pura "Encheção de linguiça" nem novela mexicana é tão enrolada que horror...
Começo a chegar à conclusão que a Débora tem nojo do Tiago, a forma como a autora descreve aquilo que Débora sente quando é tomada por ele retrata mais nojo do que desejo. Juro que já não entendo mais nada. Muita enrolação...
Acho que o autor já enrolou muito o final da trama, já está muito longo. Thiago e Débora nunca ficam juntos....
Ja estou desistindo de ler....
Não aguento mais esperar....
Já não aguento mais esperar o desfecho de Débora e Thiago,mulher faz uns 20 capitulos por favor...
Eita, por favor queremos os próximos capitulos...