— Débora? Débora, você tá me ouvindo? — A voz de Natália vinha urgente do outro lado da linha. — Se não tiver outro jeito, você parte pra cima dela também! Eu sei exatamente do que você tem medo! Você tem medo do Augusto mandar desligar os aparelhos da sua mãe. Mas pensa comigo: sua mãe é seu sangue, eu entendo. E a Laís? A Laís também é sua filha, é seu sangue do mesmo jeito!
Naquele instante, eu me senti como se estivesse parada na beira de um rio cheio, vendo minha mãe e a Laís prestes a serem levadas pela correnteza. Não importava pra que lado eu corresse, eu sabia que, ao estender a mão pra uma, eu ia ser obrigada a assistir a outra sumir na escuridão. E o resto da minha vida ia ser uma longa pena, cumprida na companhia da culpa.
— Débora? — Natália me chamou de novo, agora num tom mais baixo. — Eu sei que isso é um inferno pra você, mas… Não dá mais pra empurrar com a barriga.
Eu enchi o peito de ar. Minha garganta estava tão apertada que cada palavra parecia rasgar por dentro:
— Natália, eu vou tomar uma decisão o mais rápido possível. Obrigada por tudo.
Natália soltou um suspiro pesado, cansado, cheio de frustração:
— Vai agradecer o quê? Isso é o mínimo que eu posso fazer. O problema é que a gente ficou a madrugada inteira nisso, torramos uma grana comprando comentário pra tentar virar o jogo, e não adiantou nada. A Mônica enlouqueceu de vez, Débora. Parece até que ela já tinha tudo armado. A gente mal derruba um comentário mais pesado e, do lado dela, pipocam mais dez, tudo puxando a mesma narrativa contra você!
Quando a ligação caiu, o quarto voltou a ficar completamente silencioso. Só a tela do celular continuava acesa, exibindo aquelas maldições que se multiplicavam como mato crescendo depois da chuva.
Eu desabei no sofá e fiquei encarando o lustre no teto, com a sensação de que alguém tinha sugado até a última gota de força do meu corpo.
Foi aí que o celular tremeu de novo na minha mão. Dessa vez, era o Augusto.
Por ironia, eu também tinha coisas entaladas na garganta pra falar com ele.
Assim que eu atendi, não esperei ele dizer nenhuma palavra. Toda a raiva, a humilhação e o desespero que eu vinha acumulando desde a noite anterior se organizaram dentro de mim, saindo em cada sílaba, como um tiro certeiro:
— Augusto, a sua filha acabou de ser arrastada pra esse lixo todo. Agora você tá satisfeito?



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
A história de Débora e Thiago é um passo pra frente e 10 pra trás...
Mulheeeer, desenrola essa história por favor. Mais de 600 capítulos e a história segue girando e não sai do lugar…...
Cara, sinceramente... Estava amando a história... Mas a autora está enchendo muito linguiça... Uma história ficando sem fim e perdendo a essência... Está ficando longa demais, perdendo sentido e deixando a plataforma desacreditada. Último livro que leio....
Nao gasto nem mais 1€ com este livro...
A autora quer deixar augusto de bonzinho, mas não dá, ele é muito sem futuro....
A história fica meio enrolada,Mônica teve uma filha com o irmão da Débora,e Autora deixa a história no ar. Alice aparece e desaparece sem ter nenhuma fala dela Mae da Débora viva ,como assim? Quem realmente é a filha da Débora e Augusto, lais ou Rafaela? Que história mais enrolada....
esse livro esta parecendo mas uma história de tortura do que de romance, essa pobre da Débora não tem um minuto de sossego...
Tá bom de liberar mas episódios e manda augusto pra porra affff e desenrola Thiago e Débora...
AUTORA SOMOS UMA PIADA PARA VOCÊ? 🤡 Alguém demite essa mulher! QUE PALHAÇADA VIROU ESSE LIVRO. Anda 10 passos, volta 9🤡...
Nossa , ela vai voltar com o Augusto de novo .. nossa que chatisse tá virando isso...