Miguel Ylmaz
A sala da Anny estava um caos. Luiz estava caído no chão, e James... bem, ele não era mais uma preocupação. Meus homens chegaram rápido, como sempre. O som abafado de passos e ordens baixas preencheu o ambiente.
— Limpem isso agora. — Minha voz era firme, sem espaço para questionamentos.
Anny estava sentada no sofá, os olhos ainda fixos no vazio. Apesar de sua força, o que acabara de acontecer não era algo que qualquer pessoa pudesse digerir facilmente.
Caminhei até ela, abaixando-me para ficar em seu nível.
— Você está bem? — perguntei suavemente.
Ela me olhou, ainda segurando a arma que havia usado momentos atrás. Seus olhos, tão determinados minutos antes, agora revelavam uma vulnerabilidade que me rasgava por dentro.
— Não me pergunte isso, Miguel. Não agora.
Assenti, respeitando seu espaço. Toquei levemente sua mão, e ela finalmente largou a arma. Fiz um sinal para um dos meus homens, que a pegou e saiu sem uma palavra.
Enquanto a sala era limpa, olhei para ela novamente.
— Vamos para casa.
Ela apenas concordou com a cabeça.
Pouco tempo depois, estávamos na minha mansão. O silêncio era confortável, mas carregado de tensão. Eu sabia que precisava dizer algo, mas as palavras nunca vieram facilmente para mim.
Ela estava sentada, olhando para a janela, perdida em pensamentos. Tomei coragem e me aproximei, sentando-me ao seu lado.
— Anny...
Ela virou para mim, seus olhos ainda brilhando com a intensidade de tudo o que passamos.
— Você sabe que não precisa fazer isso, Miguel. Eu sei quem você é. Sei o que aconteceu hoje e...
— Não. — Interrompi-a, minha voz mais firme do que eu esperava. — Você não sabe tudo.
Ela levantou a cabeça, os olhos sonolentos, mas curiosos. Quando viu o anel, arregalou os olhos.
— Miguel...
— Eu sei que minha vida é complicada, e que talvez isso não seja o que você esperava. Mas quero que saiba que você é tudo para mim. Quero construir algo real com você. — Respirei fundo, lutando contra a emoção que ameaçava me dominar. — Casa comigo, Anny?
Ela ficou em silêncio por um momento, e o mundo parecia parar. Então, um sorriso brilhou em seu rosto, iluminando tudo.
— Sim, Miguel. Eu me caso com você.
Coloquei o anel em seu dedo, sentindo meu coração bater mais rápido do que nunca. Pela primeira vez em anos, senti algo que não sabia se era capaz de sentir: Amor!
Naquele momento, soube que, juntos, podíamos enfrentar qualquer coisa.
continua...

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