Anny Celik
O sol mal tinha surgido no horizonte quando me levantei. A mansão de Miguel estava silenciosa, e ele ainda dormia profundamente ao meu lado, uma expressão de serenidade que eu raramente via. Olhei para o anel no meu dedo, a joia capturando a luz suave da manhã. Meu coração estava em paz, mas também sabia que era hora de fechar um capítulo da minha vida.
Depois de tomar banho e me vestir, deixei um bilhete breve para Miguel, avisando que voltaria em algumas horas. Peguei as chaves do carro e dirigi até o hospital.
Ao entrar no prédio, senti uma mistura de nostalgia e tristeza. Eu amava meu trabalho, mas sabia que, com tudo o que tinha acontecido, não podia mais continuar ali. Subi direto para o escritório do diretor, Marc, e bati suavemente na porta.
— Entre — ouvi a voz familiar dele.
Abri a porta e o encontrei sentado à sua mesa, revisando documentos. Ele levantou o olhar e sorriu ao me ver.
— Anny, que surpresa. Como está?
Respirei fundo, tentando organizar meus pensamentos.
— Marc, preciso falar com você.
— Claro. Sente-se.
Me acomodei na cadeira em frente à mesa dele, cruzando as mãos no colo.
— Quero agradecer por tudo. Trabalhar aqui foi uma das melhores experiências da minha vida, e aprendi tanto. Mas... não posso mais continuar no hospital.
Marc franziu a testa, visivelmente surpreso.
— Anny, isso é sério? O que aconteceu?
— Muita coisa mudou nos últimos dias. — Sorri levemente. — Preciso focar em outra parte da minha vida agora e a empresa do meu pai já está me esperando a algum tempo, eu vou continuar com o legado do meu pai no escritório de advocacia dele.
Ele ficou em silêncio por alguns segundos, como se processasse a notícia. Então, assentiu.
— Entendo. É uma grande perda para o hospital, mas se essa é a sua decisão, eu respeito.
— Obrigada, Marc. — Levantei-me, e ele fez o mesmo. — Não vou esquecer o que vivi aqui.— isso era uma verdade que eu tinha certeza que jamais ia esquecer.
Ele me acompanhou até a porta, e nos despedimos com um abraço rápido.
Pouco tempo depois, já estava na casa dos pais de Marc e Miguel. Eu e Marc havíamos decidido ir juntos ao almoço, e ele dirigia enquanto conversávamos sobre coisas triviais. Apesar de ser uma situação delicada, eu sentia que Marc entendia minha escolha, e isso me deixava mais tranquila e sempre o vi como parte da minha família.

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