Miguel Ylmaz
O quarto estava em completo silêncio, exceto pela respiração tranquila de Anny, que dormia profundamente ao meu lado. Ela parecia tão serena, tão vulnerável, que por um momento hesitei em me afastar. Passei os dedos pelo seu cabelo, memorizando cada detalhe do seu rosto. Eu sabia que ela confiava em mim, e era exatamente isso que me atormentava.
Eu a beijei suavemente na testa antes de me levantar, movendo-me em silêncio para não acordá-la. Vesti-me rapidamente e saí do quarto, indo direto para a sala de segurança da mansão. Lá, encontrei Emir, meu tio, que estava aguardando com um olhar atento.
— Cuide de tudo enquanto eu estiver fora — ordenei, minha voz firme. — Quero segurança máxima. Ninguém entra ou sai sem a sua permissão.
Emir assentiu, seu rosto sério.
— Pode deixar comigo, Miguel. Mas você tem certeza disso? — perguntou, referindo-se ao que eu estava prestes a fazer.
— Absoluta — respondi, sem hesitar.
Saí da mansão e dirigi em alta velocidade até o hotel onde Diana estava hospedada e presa.A raiva borbulhava dentro de mim, mas eu me forcei a manter o controle. Diana tinha cruzado todos os limites, e agora era hora de resolver isso de uma vez por todas.
O hotel era luxuoso, mas aquele ambiente de sofisticação não era suficiente para mascarar a podridão de quem estava lá dentro. Subi direto para a cobertura, onde ela estava hospedada. Dois de meus seguranças estavam na porta, mas bastou um olhar meu para que se afastassem. Eles sabiam quem eu era e não ousariam me interferir.
Abri a porta sem bater e a encontrei sentada no sofá,amarrada, como se estivesse esperando por mim. Seu sorriso era malicioso, cheio de provocação.
— Miguel, sempre tão pontual. Sabia que viria — disse ela.
— Corta as formalidades, Diana. Você sabe por que estou aqui.
— Ah, claro. Para me ameaçar, como sempre. — Ela deu um sorriso sarcástico, os olhos brilhando de diversão. — Mas dessa vez, tenho algo que você não sabe.
— Não estou aqui para negociar. Você tem apenas uma opção, Diana: a morte.
Meu tom foi gelado, mas ela apenas riu.
— Morte? Que dramático. Mas antes de decidir isso, talvez você queira ouvir o que eu tenho a dizer.
— Não estou interessado nos seus jogos.
— Não é um jogo, Miguel. É sobre Anny.
O nome dela fez meu corpo enrijecer. Ela percebeu minha reação e sorriu, triunfante.

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