Anny Celik
Acordei com a sensação de vazio ao meu lado. O calor que eu senti quando Miguel estava ali não estava mais presente. Meus olhos abriram lentamente, mas a realidade me atingiu como um tapa. Ele não estava ali.
Olhei ao redor do quarto, tentando encontrar qualquer sinal dele, mas nada. Meu coração começou a acelerar enquanto eu me perguntava para onde ele tinha ido. Miguel sempre dizia que me protegeria, mas sua ausência me fazia sentir exposta, como se algo ruim estivesse prestes a acontecer.
Levantei-me, vesti um robe e saí do quarto, percorrendo os corredores da mansão em busca de qualquer resposta. Os empregados me evitavam, seus olhares abaixados, como se soubessem algo que eu não sabia. Peguei meu celular e disquei o número dele, mas tudo que ouvi foi o som irritante da chamada sendo rejeitada. Tentei novamente. Nada.
O dia inteiro passou como um borrão. A cada hora que passava, minha preocupação aumentava. Onde ele estava? Por que ele não atendia? Miguel sempre foi de se afastar assim, quando éramos casados, pensei que agora seria diferente. Então, lembrei-me de um lugar. O lugar para onde ele ia quando precisava se afastar de tudo e de todos.
Era noite quando decidi que iria até lá. Eu não suportava mais ficar naquele estado de incerteza. Vesti uma roupa confortável, mas prática, e desci as escadas com determinação. Quando cheguei à porta principal, dois seguranças bloquearam minha saída.
— Com licença — eu disse, minha voz firme.
— Desculpe, senhora Anny, mas o senhor Miguel deu ordens para que você não saia da mansão sem permissão — disse um deles, sem me olhar diretamente nos olhos.
Senti uma raiva borbulhar dentro de mim. Eu já estava no meu limite, e ser tratada como uma prisioneira era o suficiente para me fazer explodir. Olhei ao redor e avistei a arma que um dos capangas carregava no coldre. Sem pensar duas vezes, puxei-a e apontei para ele.
— Qual de vocês vai morrer primeiro? — perguntei, minha voz carregada de fúria.
Eles congelaram. O medo era visível em seus rostos, mas foi Emir, o tio de Miguel, quem se aproximou, tentando acalmar a situação.
— Calma, Anny. Onde você quer ir? Eu a levo — ele disse, levantando as mãos em sinal de rendição.
Olhei para ele, avaliando suas intenções, e decidi que ele era a melhor chance que eu tinha de sair dali. Entreguei a arma de volta ao capanga e passei pela porta com Emir ao meu lado.

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